|
(por Jordan Augusto)
“Com a burrice até os deuses lutam em vão.” (Friedrich von Schiller)
As pessoas confundem sair em uma revista, estar na capa de uma revista famosa, com êxito, sucesso. Podemos dizer que em face de um conjunto de circunstâncias que favorecem o êxito profissional, uma escalada rumo ao que se deseja, objetivos, ter seu trabalho reconhecido seja parte desta trajetória. Contudo, uma pessoa de sucesso não pode se considerar uma celebridade; até porquê, para os que, de fato, possuem ou desfrutam do êxito profissional, sucesso significa mais trabalho; e para este meio, celebridade atua em via de conquistas contrárias ao que nos referimos como pegar na massa, construir paredes, dar a cara a tapa... Passa a ser uma figura representativa.
Um amigo, neste último Hall of Fame, brinca: “tá importante agora, heim?” Minha realidade não circula neste meio; aqui venho a reencontrar alguns amigos e construir novas relações. Ele pensou um pouco e disse: “sabe que é mesmo!” Toda a minha perspectiva de observação neste meios onde impera a vaidade e o disse-me-disse se resume no eterno treinamento da humildade, da admiração pelo êxito alheio, e etc. Galileu Galilei dizia que “A verdade é filha do tempo, e não da autoridade.” De nada adianta você vestir um traje bonito, estar de gravata borboleta, e internamente estar perdido. As circunstâncias só favorecem aqueles que sabem para onde se dirigem. Uma coisa é certa: quanto mais alto se está, mais rarefeito é o ar.
Foram as grandes vivências que me mostraram que no dualismo personal, no equilíbrio universal de cada ambiente, relação, pessoas, e etc., podemos estabelecer a partir do pólo central a via que nos leva ao pólo oposto; isto é, na cauda da evolução, somos todos parte de um sistema – coadjuvantes da história alheia. É neste processo de entendimento que o sábio atua mediante um correspondente afrouxamento das idéias mais extremas para que as virtudes possam se estabelecer entre o real e o imaginário – no caso das celebridades e sucessos.
É natural que uma pessoa que tenha êxito em seu universo profisional passe a conversar e se relacionar com outras pessoas de êxito; o que, por sua vez, provoca um mal-estar naqueles que antes almejavam o sucesso e agora se sentem deixados para trás. É a chamada “vala dos comuns”. Quem sai desta vala é visto como inimigo, como traidor, e tantas outras determinações.
É por isso, que em verdade, os que compreendem os mecanismos pelos quais a vida circula, jamais podem se deixar perder pela intensidade dos tapinhas nas costas, dos elogios... O instante termina onde começa o novo momento; o conceito de morte e ressurreição, de trangressão, renovação, de etabelecer um sacrifício na vida física rumo a um melhoramento espiritual, é fundamental para que o êxito seja verdadeiro. Disse Galileu Galilei: “Permanecer calado não me ofereceu vantagem alguma, pois meus inimigos, tão desejosos de me atrapalhar, chegaram a atribuir-me as obras dos outros escritores; e, tendo-me atacado à base destes textos, chegaram a fazer coisas que, a meu parecer, pertencem claramente a ânimos fanáticos e sem raciocínio.”
Vejamos em uma Parábola Indiana:
“Um homem estava viajando e acidentalmente, sem saber, entrou no paraíso, onde existem árvores dos desejos.
Cansado, adormeceu sob uma árvore. Acordou com muita fome e pensou: “Gostaria de conseguir comida em algum lugar...” Imediatamente apareceu uma deliciosa refeição vinda do nada.
Com tanta fome que estava, nem prestou atenção de onde a comida teria vindo: comeu rapidamente aqueles pratos deliciosos.
Já satisfeito, olhou à sua volta. E em sua mente veio outro pensamento: “Se eu pudesse conseguir algo para beber...” E imediatamente surgiu um excelente vinho.
Bebeu o vinho relaxadamente e então começou a pensar: “O que está acontecendo? Estou sonhando ou existem espíritos aqui fazendo truques comigo?”
E espíritos apareceram. O homem ficou assustado, tremendo de medo, e um pensamento surgiu em sua mente: “Esses espíritos são perigosos, vão me devorar...”
E assim aconteceu...”
|