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(por Jordan Augusto)
"A prosperidade revela os vícios - a adversidade, as virtudes." (Denis Diderot)
Sigo dizendo que a verdade é a melhor das estratégias; estabelece o ponto a partir de algo seguro. “Um amigo diz: Jordan, estou sendo atacado por pessoas que não aceitam o meu sucesso. O que faço?” Nenhum de nós sabe a receita da felicidade, nem menos o que nos proporciona a vitória imediata. Contudo, a única coisa que posso dizer é: siga fazendo o seu trabalho; seja sério, honesto, e olhe para frente. Nada é para sempre! Plínio, o moço já dizia que "A prosperidade revela os afortunados, a adversidade revela os grandes."
Muito bem, se seguirmos por este viés, parece-me que uma grande quantidade de pessoas vem sofrendo com o mesmo; despeito, inveja, calúnias aqui, ali, disse-me-disse... O homem subverteu a ordem natural de sua caminhada, e constantemente paga por isso. Guerras, desejos, razões destorcidas... O engano desejoso, com segundas intenções, moralmente destruidor atingiu, desse modo, aqueles que não suportam o brilho do outro; vejo ser bem simples: que trabalhem! Que sigam a mesma via que os demais. Um provérbio tibetano diz:
“Barriga vazia só pensa em roubo. Barriga cheia só pensa no desejo.”
Vivemos a era do “tudo pode”; já nõ existem mais limites para os desejos. Cada um que possui um computador pode ter acesso aos imagináveis mundos existentes na rede com apenas um click. Pode ser simples: a superprodução industrial, ao invés de trazer abundância, chegou à miséria. Uma miséria interna, de sentimentos, de sofrimento; um acúmulo que não possui suficiência.
O futuro que nos espera não é nada diferente do agora; o ponto é que nesta marcha tendemos a desaparecer na forma como somos. Haverá um mundo de praticidade e superficialidade. Será? Há quem diga que os destruidores modernos serão excluídos do futuro – baseado na idéia de que o ser humano caminha para o altruísmo. O grande problema que vejo é uma miséria espiritual que nada tem a ver com religião; mas com religiosidade que significa gente gostar de gente. Ubaldi dize que “nossa miséria será como deserto, mas, também, como terreno limpo, para reconstrução maior e melhor.”
Visto pela ótica da consciência, o ser humano pode ser melhor. Pelo menos naquilo que observo, falta-nos compreender de onde vêm as emoções. O que fazemos com elas? Você já se perguntou? Cientificamente podemos dizer que que as emoções não são produzidas nem pelo corpo, nem pela palavra. Ubaldi nos dá a chave em seu raciocínio no caso de um cadáver: “ele permanece um envelope físico, mas desprovido de mente. Ninguém nunca ouviu falar de um cadáver experimentando o desejo, a cólera, o ciúme ou o orgulho.” Ao fragmentarmos o raciocínio e observarmos com empirismo, as verdades surgem do lugar onde sempre estiveram; a mente passa a se estabelecer por uma via mais segura e confortável. Por mais que alguém ataque um terceiro, que se enfureça com algo, as formas constituem apenas etapas no caminho da evolução, paradas em que cada fase se define e exprime. Não se preocupe: logo as coisas passam! Vejamos no texto abaixo:
O colunista Sydney Harris acompanhava um amigo à banca de jornal. O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas como retorno recebeu um tratamento rude e grosseiro. Pegando o jornal que foi atirado em sua direcção, o amigo de Sydney sorriu atenciosamente e desejou ao jornaleiro um bom final de semana. Quando os dois amigos desciam pela rua, o colunista perguntou:
- Ele sempre te trata com tanta grosseria?
- Sim, infelizmente é sempre assim.
- E você é sempre tão atencioso e amável com ele?
- Sim, sou.
- Por que você é tão educado, já que ele é tão rude com você?
- Porque não quero que ele, ou qualquer outra pessoa, decida como eu devo agir.
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