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(por Jordan Augusto)
Podemos dizer que é da natureza humana contradizer as vias mais naturais da convivência. Paolo Mantegazza disse que "Podemos medir a civilização de um povo pela água e sabão que ele consome." Alguns sociólogos ousaram dizer que não é que existam más pessoas, é apenas um processo de seleção natural. Muito bem, se asim o é, podemos dizer que o resultado não é um número de selecionados, mas de esfolados, machucados, por acreditarem no bem. Ora, pelo andar da carruagem não sei o que encontrarão no futuro os jovens de agora.
Há tempos que sabemos que nos dias de hoje o vencedor mesmo, no real sentido benéfico da palavra, não é o mais forte; seria inocência pensarmos que em uma sociedade hipócrita e conveniente o vencedor é aquele que mais se esforça – o melhor. Não é preciso ser nenhum sábio para perceber que neste tipo de convivência vence o mais astuto e traidor. Triste verdade, mas real cenário, chega-se a pensar que a vida segue para o mal e não para o bem. Quanto aos amigos, posso dizer com propriedade que estes estão cada vez mas escassos. Espécie em extinção, mesmo difíceis de se encontrar e, levando em consideração que não se vive sem uma relação interpessoal, entre aspas – amigos -, o que é o melhor a se fazer? seria o melhor estar sempre atento? Ou deixar que cada um se estabeleça da maneira que puder?
Em nível de evolução, todos nós que fomentamos a idéia evolutiva de caminhar progressivamente para frente, para o melhor, percebemos que tal cenário não representa luta nem seleção, mas uma triste realidade que converte o bom em mau; honestos em desonestos, e assim por diante. Em tempos de intensas competições, evoluir, crescer, vencer a si mesmo, ter êxito – da maneira que seja - se tornou um atentado à própria vida. Quem é capaz de vencer em um mundo assim? Se fizéssemos um pesquisa veríamos que existem muitos poucos vencedores reais, pessoas que triunfaram pelo próprio esforço, enquanto há uma multidão de vencidos. Sempre digo que é preciso ser sábio e mestre de si mesmo para seguir em frente. Dizem os sábios que devemos nos despertar para quantro ponto importantes:
Há quatro aspectos disso:
1. Tudo o que aparece é despido de verdadeira realidade.
2. A mente em si, sem o uso da razão, não se compreende.
3. Tudo que aparece é nossa própria mente e não há outros fenômenos que aqueles que provém da mente. Desse fato, a aparência e experiência são diferentes.
4. Desta maneira, não há nenhum fenômeno em sua história que não tenha sido influnenciado pela sua reflexão, assim é essa grande ilusão.
Podemos dizer que, quando refletida, a vida não se lança para tentativas de novas reflexões, quase sempre transita em margens repetitivas de uma superabundância de energias e de meios. Ora, pode ser mais simples se a observarmos através da reflexão; nela os falsos amigos passam sempre por uma peneira. Mas o que seria, então, um bom amigo? Creio que desde de sempre a humanidade realiza esta pergunta. Bernard Meltzer "Um amigo verdadeiro é alguém que pensa que você é um ovo bom mesmo que saiba que você é ligeiramente rachado." Será?
Não há um único ser que atua como o melhor amigo e logre ser assim por toda a vida; até porque isso, também, depende da história pesoal deste que se esforça para ser o melhor amigo. Podemos dizer que ser um grande amigo é estar diposto a lidar com o extremo do contrário: é padecer no paraíso. Em profundidade podemos até dizer que tal esforço o remeterá a um oceano imenso de sofrimento que reflete a busca; quanto às reações dos falsos amigos e o sofrimento do bom amigo, não há nada que se possa fazer, a não ser esperar que ambos descobrirem o próximo passo. O falso em se melhorar; e o bom em perseverar!
O Hindu chegou aos arredores de certa aldeia e aí sentou-se para dormir debaixo de uma árvore. Chega correndo, então, um habitante daquela aldeia e diz, quase sem fôlego:
- Aquela pedra! Eu quero aquela pedra.
- Mas que pedra? - pergunta-lhe o Hindu.
- Ontem à noite, eu vi meu Senhor Shiva e, num sonho, ele disse que eu viesse aos arredores da cidade, ao pôr-do-sol; aí devia estar o Hindu que me daria uma pedra muito grande e preciosa que me faria rico para sempre.
Então, o Hindu mexeu na sua trouxa e tirou a pedra e foi dizendo:
- Provavelmente é desta que ele lhe falou; encontrei-a numa trilha da floresta, alguns dias atrás; podes levá-la!
E assim falando, ofereceu-lhe a pedra. O homem olhou maravilhado para a pedra. Era um diamante e, talvez, o maior jamais visto no mundo. Pegou, pois, o diamante e foi-se embora. Mas, quando veio a noite, ele virava de um lado para o outro em sua cama sem conseguir dormir. Então, rompendo o dia, foi ver novamente o Hindu e o despertou dizendo:
- Eu quero que me dê essa riqueza que lhe tornou possível desfazer-se de um diamante tão grande assim tão facilmente!
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