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(por Jordan Augusto)
Está dito no Madhyamakavatara do Mahasiddha Chandrakirti:
"Não existindo o ator, não existe a ação. Não pode haver um Eu de uma pessoa que não existe. Se você que procura a verdade, compreender a vacuidade do Eu e do Meu, chegará à libertação perfeita"
Na útima conferência de polícia relizada no “hall of fame” um assunto nos pegou de calças curtas: Fidel castro. Como alguém se mantém durante anos? Por certo que a grande certeza que todos nós carregamos é que tudo existe um motivo, nem todos estamos preparados para lidar com os mecanismos pelo destino apresentados. Um dos policiais dos EUA disse: “Fidel ainda vive porque não era de nosso interesse torná-lo um mártir.” Os mais experientes, em segredo, falaram: “destino! Está por cima de tudo isso!” Será? Alexis Carrel disse: "Para cumprirmos nosso destino, não é suficiente simplesmente guardarmo-nos prudentemente contra os acidentes do percurso. Devemos também cobrir, antes do cair da noite, a distância designada para cada um de nós."
Contudo, o ponto relacionado ao destino salientado pelos mais experientes fazia alusão à uma força maior que tornou Fidel intocável. Será? Novamente pergunto. Dizem que as forças naturais emudecem os maus, desequilíbram os implacáveis, e fomentam uma proteção anormal. Qual é esta força, tão inexorável, esta nova lei ante a qual o mundo natural treme e se dobra? Seria Deus? Ou a história de cada um que é mais forte que a vontade? Eterno paradoxo para os mais céticos, ou mesmo uma incógnita para os mais fervorosos, feitos como este, um nó em nossas idéias, faz-nos pensar que ainda somos pequenos diante dos motivos que nos fazem seguir.
Desde que cheguei à Espanha pude perceber que não somos somente nós que fazemos nossa sorte; se assim fosse, o melhor seria sermos maus, conspiradores... Teríamos a sorte em nossas mãos. Entretanto, ainda bem que as coisas não funcionam assim. Todas as experiências da vida se gravam na alma humana; o ser só se torna parte de algo quando ele se harmoniza com os demais e com os momentos. Escutei de alguém na Europa: “eu faço meu destino; quem cruza meus caminhos eu jogo para fora da estrada.” Curiosamente, ou irônicamenhte, foi pego pela imigração e depostado para seu país. Estamos preenchidos da sensação de que somos independentes e auto-suficientes, e não de que somos manifestações interdependentes. Essa é a base de todos os nossos problemas e sofrimentos.
Tchandrakirti, o grande filósofo mahayana indiano, disse:
"As coisas existirem por si mesmas significa que elas não dependem de outros/fatores para sua existência. Porém, como as coisas realmente dependem de outros/fatores, não pode haver um fenômeno existente por si mesmo". Em minha história pessoal o que eu mais acredito é que sendo o destino bom ou ruim, nunca perdemos por atuar corretamente. É o que restou até agora em decorrência do meu aprendizado. Vejamos:
Um dia um pai de família rica levou seu filho para viajar para o interior com o firme propósito de mostrar o quanto as pessoas podem ser pobres. Eles passaram um dia e uma noite na fazenda de uma família muito pobre. Quando retornaram da viagem, o pai perguntou ao filho: “Como foi a viagem?”. “Muito boa Papai!”. “Você viu como as pessoas pobres podem ser?”, O pai perguntou. “Sim”. “E o que você aprendeu?”
O pai perguntou. O filho respondeu: “Eu vi que nos temos um cachorro em casa, e eles têm quatro. Nós temos uma piscina que alcança o meio do jardim; eles têm um riacho que não tem fim. Nós temos uma varanda coberta e iluminada com luz, eles têm as estrelas e a lua. Nosso quintal vai até o portão de entrada, eles têm uma floresta inteira”. Quando o pequeno garoto estava acabando de responder, seu pai ficou estupefato.
O filho acrescentou: “Obrigado, pai, por me mostrar o quanto "pobres" nós somos”. Moral da história: Tudo o que você tem, depende da maneira como você olha para as coisas. Se você tem amor, amigos, família, saúde, bom humor e atitudes positivas para com a vida, você tem tudo! Se você é "pobre de espírito", você não tem nada!
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