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(Por Jordan Augusto)
O coração humano recusa-se a acreditar num universo sem uma finalidade.
(Kant)
Acredita-se que nunca o homem buscou de forma efetiva tantos deuses quanto nesta era em que vivemos.
Desde o séc. XX que o homem em sua busca frenética por explicações iniciou sua emancipação da educação da Igreja e resolveu buscar alívio para suas indagações.
As Leis de Deus só podem trazer benefícios para os seres humanos, quando eles se esforçam por reconhecê-las e aprendê-las. O cumprimento de Suas Leis não deve ser encarado como uma obrigação, mas sim como um alegre agradecimento ao Criador, por Ele oferecer a sua criação para o nosso amadurecimento e aprendizado, a fim de que assim possamos desenvolver todas as nossas capacidades e retornar um dia para o nosso lugar de origem.
As religiões são sistemas de crenças e comportamentos pelos quais o indivíduo aspira viver uma experiência que, segundo a sua concepção, o coloca em sintonia com sua noção de força sobrenatural ou Ser Divino. Ele poderá desejar essa harmonização a fim de preservar certos valores de vida, como longevidade e sucesso, ou para se assegurar a respeito de sua imortalidade. Todavia alguém poderá não ter uma conduta religiosa ou prestar homenagem a qualquer igreja, seita ou credo da sociedade de que faz parte. Poderá não reconhecer as tradições da religião. Não obstante, motivada pelo impulso espiritual de querer se unir a um poder transcendente, ser capaz de analisar os valores morais da sua coletividade. Pode, então, vir a compreender que certa conduta é necessária para preservação da sensação de bem-estar que ela deseja, não apenas em relação ao ser físico, mas, também, para proporcionar a paz e harmonia interior pelas quais se esforça. Conseqüentemente, a sua conduta, em suas relações humanas, irá realmente se pautar por aquilo que consideramos os valores morais justificados. Manifestará, pois, todas as virtudes do religioso formal, muito embora sem aquela afiliação ou método de adoração deste último.
Mesmo assim desde a era medieval que “As guerras acompanharam toda a história dos cristãos, que começa com um ato de violência contra Jesus, condenado à morte pelo Império Romano, acusado de sedição. Porém, 300 anos depois, os cristãos passaram a usar a estrutura do império romano para esmagar os divergentes e hereges de sua doutrina, que em 312 d.C. tornou-se a religião oficial do Império”, explica o doutor em Ciências da Religião e filósofo Leonildo Silveira Campos.
Mas não só os cristãos têm culpa no cartório da história. As três religiões monoteístas (judaísmo, cristianismo e islamismo), como sistemas religiosos, foram muitas vezes usadas para encobrir interesses econômicos e políticos — como nos já citados exemplos da conquista da Palestina (desde os tempos de Josué), a luta contra os árabes no período das cruzadas e nas guerras religiosas entre protestantes e católicos, que ensangüentaram a Europa nos séculos XVI e XVII.
Mas, se o nome de Deus é utilizado para justificar as guerras, nem sempre é o principal motivo dos conflitos. “O que de fato está em jogo nos conflitos atuais é o novo desenho geopolítico e econômico do mundo”, analisa o professor de Teologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Fernando Altmeyer. “Por trás das grandes guerras sempre há grandes impérios pelejando pelo poder, em todos os sentidos. No caso do Afeganistão, apesar de extremamente pobre, o país é uma espécie de funil que liga o Ocidente à China. É um espaço estratégico no atual desenho mundial e isso deve ser levado em conta”, diz.
As motivações religiosas para justificar as guerras geralmente acontecem em torno de culturas ou civilizações em que a fé se apresenta como um fator de identidade forte. E como o islamismo, mais do que uma crença individual, organiza o Estado, a vida pessoal, sexual e social, seus seguidores são vistos — pelos olhos ocidentais — como fanáticos e extremistas.
Para muitos mestres, Buscar pela espiritualidade é buscar por uma estrutura interior, por uma unidade mental e emocional sadia, capaz de superar a vontade egocentrada, em favor de uma Vontade Superior.
Os séculos se sucederam sem que no entanto o ser humano conseguisse atravessar a fronteira da morte sem temor e sobressaltos. A espiritualidade permanecia como uma conquista sempre adiada para depois, uma viagem sem volta ou uma terra que se comprava com promessas, lamentações ou indulgências.
A espiritualidade, quando avaliada cientificamente, esbarra, porém, em uma série de dificuldades. Primeiro a sua própria conceituação, depois, sua distinção com religião e misticismo.
A religião implica numa organização institucional com uma maior ou menor participação do indivíduo. Nas religiões tradicionais são prescritas crenças, dogmas, rituais, práticas litúrgicas e compromissos sociais com a instituição. A exploração da espiritualidade é historicamente uma prática comum às religiões, que se aproveitam de alguns conceitos que são compartilhados entre ambos: a relação transcendente com Deus (uma "força suprema" ou uma "energia universal") e a veneração por aquilo que é tido como sagrado.
A dimensão espiritual implícita na natureza humana é aceita por uns mas, não por outros, e aquilo que permite alguém ter acesso à esta dimensão, não terá nenhum significado para aquele que não admite a sua existência.
Cada indivíduo pode ser caracterizado por sua religiosidade, suas crenças particulares e práticas relativas a sua religião, sem, no entanto, manterem um vínculo estreito com a espiritualidade.
Muitos de nós insistem na mesma estória de culpar os outros pelo nosso desequilíbrio emocional. Não paramos para nos aprofundar... Continuamos fazendo as mesmas coisas, sempre esperando por resultados diferentes, que para nosso sofrimento, nunca acontecem como esperado. O resultado não apenas será o mesmo como terá a tendência de piorar: nossas relações com as pessoas vão cada vez mais se fragmentando.
Cada um deve trilhar o seu próprio caminho. Mas um caminho que o leve em direção ao alto, a uma alegre ascensão. Esse caminho cada um poderá reconhecer diante de si, assim que se esforce com firme vontade para cima, vivenciando seriamente cada momento de sua vida. Através do conhecimento da Criação, em sua atuação perfeita e magnífica em conformidade com as Leis, o ser humano poderá reconhecer e compreender a Vontade de Deus. Compreendendo a Sua Vontade, ele poderá, através da própria Criação, enxergar e distinguir o seu próprio caminho a ser trilhado em direção ao amadurecimento, e portanto, em ascensão para o alto.
Por outro lado, Sem união, não pode haver missão. Sem unidade não pode haver "transmissão". Transmissão é transmitir uma mensagem que "trans-passa" o nível 'comum' de conhecimento. Transmitir é ser um canal, ser um instrumento dessa Força Superior, pois somente pela ação do intelecto, não pode haver uma "real trans-formação".
Se pensarmos bem no significado de Espiritual. S.F.1. Relativo ou pertencente ao espírito, (por oposição a matéria). 2 incorpóreo, imaterial. 3. Da, ou relativo à religião, ou próprio dela; devoto. Místico, sobrenatural.
Espiritualidade. S.F.1. Qualidade ou caráter de espiritual.2 Rel. Doutrina acerca do progresso metódico na vida espiritual.
Espiritualismo. S. m. Filos. Doutrina que admite, quer quanto aos fenômenos naturais, quer quanto aos valores morais, a independência e o primado do espírito com relação às condições materiais, afirmando que os primeiros constituem manifestações de força anímicas ou vitais e os segundos criações de um ser superior ou de um poder natural e eterno, inerente ao homem.
Espiritualista. Adj. 2 g.1. Relativo ao espírito, ou ao espiritualismo. 2. Que é seguidor do espiritualismo. S.2 g. 3. Seguidor desta doutrina.
Em algum lugar, entretanto, deve haver um caminho que leve a um entendimento do significado da vida. Penso que encontrar esse caminho é o propósito de termos nascido como seres humanos. A vida é um processo gradual, durante o qual o significado do nascer e morrer é examinado, e é aqui que são encontradas as dinâmicas implicações do viver. Tal é o problema e o desafio com que se defronta cada pessoa viva.
Porém, enquanto esse problema tem suas implicações universais, penso que o mais importante agora é considerá-lo em termos da situação atual da espécie humana.
Espiritualidade, no vocabulário, consiste num estado elevado de mente e comportamento, atribuído ao impulso que vem de um Ser Divino, Superior. Então, a pessoa espiritual é aquela que se supõe ser motivada por aquilo que considera ser um poder superior, sobrenatural, transcendente. Acredita-se que esse guia interior do pensamento e ação transcenda todo o intelecto e propósito humano. A pessoa espiritualizada, conscientemente, procura subordinar seus interesses mundanos e objetivos às suas inclinações subjetivas de conduta correta e de consciência. Esta inclinação é atribuída ao elemento espiritual do Ser Humano, ao elo entre o Ser mortal e o que considera Superior, Transcendente.
É evidente que existem dois aspectos de espiritualidade, no que diz respeito à sua influência sobre o individuo.
Considerando por exemplo, o percurso dos acontecimentos no mundo moderno, é óbvio que nossa era é de grande sofrimento para o ser humano. Entretanto, nossos ancestrais desde os primórdios da história da humanidade, estiveram à mercê de uma natureza às vezes cruel e violenta e constantemente encararam o perigo do ataque de vários inimigos. O principal desejo das pessoas que nos antecederam era ter uma vida de felicidade, não perturbada por tais perigos.
Esse desejo tem acompanhado o homem através de sua história e este, por sua vez, nunca o abandonou, na tentativa de satisfazê-lo. Tais tentativas ajudaram o homem a desenvolver e também a usar amplamente sua especial faculdade, o pensamento racional, sendo esse um processo pleno de lutas e esforços para os nossos ancestrais. Olhando para trás, no curso da história da humanidade, vemos que esse processo surgiu entre sangue e lágrimas desses mesmos ancestrais, pessoas desconhecidas para nós, que arriscaram suas vidas em busca de felicidade.
Nós somos o produto desse processo histórico. E ainda, apesar de todos esses árduos esforços por parte de nossos ancestrais para assegurar felicidade à espécie humana, nós nos vemos vivendo uma época de grande sofrimento, jamais vista antes. Tal é a contradição que encaramos todo o tempo em nossa vida diária.
Atualmente, para onde quer que olhemos, vemos tecnologias que assumiram o controle do homem moderno, desde sofisticadas armas nucleares capazes de destruírem o mundo num instante, até aparelhos domésticos de uso diário que nenhuma casa deixa de ter.
De acordo com o Budismo, há coisas neste mundo que ninguém pode realizar: primeira, evitar a velhice, quando se está envelhecendo; segunda, evitar a doença, quando o corpo é predisposto à enfermidade; terceira, não morrer, quando o corpo deve morrer; quarta, negar a dissolução, quando, de fato, há a dissolução do corpo; quinta, negar a extinção, quando tudo deve extinguir-se.
Todas as pessoas no mundo, cedo ou tarde, apercebem-se destes fatos e, conseqüentemente, sofrem, mas aqueles que têm ouvido o ensinamento de Buda não se afligem, porque sabem que estes fatos inevitáveis são, verdadeiramente, inevitáveis.
Há, além disso, outras quatro verdades neste mundo: primeira, todos os seres viventes nascem da ignorância; segunda, todos os objetos do desejo são impermanentes, incertos e sofrimento; terceira, tudo que existe é também impermanente, incerto e sofrimento; quarta, nada existe que possa ser chamado “ego”, e não há nada que se possa considerar como “meu” em todo mundo.
Estas verdades, segundo as quais tudo é impermanente, efêmero e destituído do ego, nada tem a ver com o aparecimento ou desaparecimento de Buda neste mundo.
Mas o mais importante para uma ascensão, também algo que exerce completa influência na vida do ser humano, é com o que ele menos se preocupa, e pelo que ele passa levianamente durante toda a sua vida, com o desconhecimento de uma séria responsabilidade: os pensamentos. Muitos têm a mania de dizer, com um sorriso que expressa profunda má intenção, que os pensamentos são livres, que ninguém pode lê-los, e que por isso eles pensam o que bem querem e entendem. Mas não é bem assim! Todo ser humano tem responsabilidade total, sobre tudo o que pensa, fala e faz! Portanto ele tem responsabilidade sobre tudo o que seus pensamentos podem causar, e em relação a quem eles podem exercer alguma influência. O pensamento é algo gerado, e como tudo o que é gerado pelo ser humano, também o pensamento adquire forma. As formas de pensamento agirão em uma região mais fina da nossa matéria. O fato de não podermos vê-las, não significa que elas não existam; aliás, o ser humano devia exterminar de uma vez por todas essa idéia absurda e sem cabimento, de que só existe aquilo que vê. Ao contrário, o que mais existe é aquilo que não vemos. O que vemos é muito pouco ou quase nada, em relação a tudo o que existe na gigantesca Obra da Criação.
Aquele que duvida e não investiga, torna-se não só infeliz mas também injusto. (Pascal)
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