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(por Jordan Augusto)
Em verdade, nem tudo que é coerente é verdadeiro; nem tudo que é explicável é correto. O bom senso sempre foi a via mais utilizada pelos grandes homens que fizeram da sabedoria sua fortaleza interior. Um grande amigo sociólogo afirma que estamos em uma era onde reaprendemos a viver. É verdade, tal como não podemos esquecer que também é uma era de contradições e reafirmações. Isto significa que estamos passando por mudanças muito profundas e significativas.
É curioso, mas o oriente está se ocidentalizando e os ocidentais, cada vez mais, buscam a profundidade dos caminhos orientais. A grande maioria de meus amigos não se furtam a oportunidade de, uma vez por não, viajar a um país asiático.
Toda mudança se faz maravilhosa quando é necessária. Esta máxima nos remete à idéia fundamental de uma existência plena e feliz; pelo menos a busca por uma, não? Para os mestres de Haragei, a inversão dos pólos, a descoberta do que existe do ouro lado da imaginação, da tênue linha entre YIN e YANG, há tempos deixou de ser apenas uma expedição de curiosas expiações. O bom, o belo, o saber, está em todas as culturas e países. A lógica natural dos grandes sábios diz: primeiro, trate de “esvaziar” a mente e, depois, descobrirá o que há. É o processo de se compreender a linha vertical (espiritual) do momento depois de atravessá-la e ultrapassá-la... É aí que, pela lógica natural, quando nos deixamos levar, descobrirá por si mesmo o que há quando o “eu” já não existe. Ou, a partir daí, tudo passa a existir. É o paradoxo das vias que se concretizam dentro de uma perspectiva intra-pessoal; abstrata, mas não invisível!
É a coragem original dos que buscam; investigam, que reestruturam à partir da experimentação; do caminho natural da evolução.
“A coragem impelida pela inquietação conduz à morte.
A coragem contida e cautelosa conduz à vida.
Dessas duas coragens uma é benéfica, a outra maléfica.
Por que?
Por que algumas coisas são chamadas pelo céu e outras rejeitadas?
O sábio tudo observa com prudência e dificilmente toma uma atitude impetuosa.
O mandamento do caminho do Céu é de não intervir impulsivamente;
Vencer sem lutar.
Obedecer sem ordenar.
Fazer vir sem apelar.
Convencer sem falar.
A teia do Céu é infinita.
Suas malhas são largas e ninguém delas escapa.
Qual o critério das potências eternas?
Nem mo sábio o sabe;
E, na dúvida, entrega tudo ao Tao do Infinito.
Mas o Infinito se revela assim:
Ele prevalece - sem violência.
Ele dá ordem - sem comando
Ele atrai - sem se impor.
Atua com finalidade - mas sem interesse.
É uma rede de malhas largas, mas nada lhe escapa.”
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Tao Te King.
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