quinta-feira, 23 de maio de 2013

 

Notícias            


Marcialidade... Para quê ser o melhor?...

(por Jordan Augusto)


Esta é uma importante pergunta; qual a necessidade de ser o melhor? Todos escutamos desde pequenos que devemos ser os melhores naquilo que fazemos; todavia, o que isso lhe traz e bom? Sucesso profissional? Felicidade? Satisfação em ser elogiado? Sensação de vitória? Todos nós nos esforçamos para ser os melhores, mas raramente nos questionamos se isso é saudável, se é bom. Conheci uma pessoa que ficava 16 horas por dia tocando guitarra com a intenção de ser o melhor; mas, melhor em quê? É fácil entendermos:

Se ele toca rock, pode até chegar a ser o melhor do rock, ma será difícil ser o melhor do jazz, do blues; isso por que cada caminho exige um tipo específico de trajetória. O mesmo ocorre com as artes marciais: pode-se ser o melhor em Judô, mas este atleta não pode ser classificado como o melhor em artes marciais; o campo é muito vasto e exige compreensões em diversas perspectivas.

Quando refletimos por esta via, sob este prisma, descobrimos que, sem percebermos, geramos uma série de conflitos que ficam incubados até o momento de se manifestarem. Em verdade, tudo precisa valer à pena; você precisa valer à pena! O conflito implica, sobretudo quando descobrimos que não somos os melhores, no fato de que há contradição: contradição no sentimento, no pensamento e na conduta. Achávamos que éramos e passamos a não ser; construímos algo imaginário, inseguro, ilusório... Logo, descobrimos que estamos apegados no narcisismo; na vaidade: achamos e queremos que os outros achem também.

Quando queremos ser os melhores, mas não sabemos o motivo, desenvolvemos um centro desequilibrado: angústia, dor, conflito. Diferentemente de quando sabemos os motivos. Esta dúvida ou indecisão produz o medo; temos a sensação de que tudo o que tocamos produz conflito, e tal é nossa vida, da manhã à noite; e mesmo quando dormimos, nossos sonhos são os símbolos perturbadores de nossa vida cotidiana.

Quando perguntamos a um médico: por que você quer ser o melhor? Certamente que ele terá uma série de motivos que justifiquem noites de estudos, horas e horas de residências... Contrariamente, muitas vezes quando perguntamos a um artista marcial, este já não sabe exatamente os motivos pelos quais se dedica; salvo aqueles que se direcionam a esportes marciais, onde a competição, as olimpíadas, retornos financeiros, como nos caso das MMA, podem ser um grande incentivo. Contudo, se perguntarmos a um praticante de artes que não possuem competição, reconhecimento, a dúvida pode ser um forte obstáculo. Muitos destes praticantes não refletem porque possuem seus mestres como espelhos e os únicos desejos são ser iguais a eles. Será que isto é suficiente para um “autopreenchimento” para toda uma vida?



Um famoso palestrante começou um seminário numa sala com 200 pessoas,segurando uma nota de R$100,00. Ele perguntou:

“-Quem de vocês quer esta nota de R$ 100,00?”

Todos ergueram a mão... Então ele disse:

"-Darei esta nota a um de vocês esta noite, mas, primeiro,deixem-me fazer isto..."

Então,ele amassou totalmente a nota. E perguntou outra vez:

"-Quem ainda quer esta nota?"

As mãos, continuavam erguidas... E continuou:

"-E se eu fizer isso..."

Deixou a nota cair ao chão, começou a pisá-la e esfregá-la. Depois, pegou a nota, agora já imunda e amassada e perguntou:

"-E agora?... Quem ainda vai querer esta nota de R$ 100,00?”

Todas as mãos voltaram a se erguer.

O palestrante voltou-se para a platéia e disse que lhes explicaria o seguinte:

"-Não importa o que eu faça com o dinheiro, vocês continuaram a querer esta nota, porque ela não perde o valor. Esta situação também acontece conosco... Muitas vezes, em nossas vidas, somos amassados, pisoteados e ficamos nos sentindo sem importância. Mas, não importa, jamais perderemos o nosso valor. Sujos ou limpos, amassados ou inteiros, magros ou gordos, altos ou baixos, nada disso importa ! Nada disso altera a importância que temos! O preço de nossas vidas, não é pelo que aparentamos ser, mas, pelo que fizemos e sabemos!”

Agora, reflita bem e procure em sua memória:

1 - Nomeie as 5 pessoas mais ricas do mundo.

2 - Nomeie as 5 últimas vencedoras do concurso Miss Universo.

3 - Nomeie 10 vencedores do prêmio Nobel.

4 - Nomeie os 5 últimos vencedores do prêmio Oscar, como melhores atores ou atrizes.

Como Vai? Mal, né?... Difícil de lembrar???... Não se preocupe. Ninguém de nós se lembra dos melhores de ontem. Os aplausos vão-se embora! Os troféus ficam cheios de pó! Os vencedores são esquecidos!

Agora,faça o seguinte :

1 - Nomeie 3 professores que te ajudaram na tua verdadeira formação.

2 - Nomeie 3 amigos que já te ajudaram nos momentos difíceis.

3 - Pense em algumas pessoas que te fizeram sentir alguém especial.

4 - Nomeie 3 pessoas com quem transcorres o teu tempo.

Como vai? Melhor, não é verdade?

As pessoas que marcam a nossa vida não são as que têm as melhores credenciais,com mais dinheiro, ou os melhores prêmios...

São aquelas que se preocupam conosco, que cuidam de nós, aquelas que, de algum modo, estão ao nosso lado.

Reflita um momento... A vida é muito curta!

Você, em que lista está? Não sabe?... Permita-me te dar uma ajuda...

Você não está entre os famosos, mas está entre aqueles que eu me lembro com carinho, e que faz parte de minha vida!





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