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(por Jordan Augusto)
É o segundo da categoria dos “Mugen Mukeru”, compostos por cinclo classes:
• Ikusa Mugen Mukeru
• Sangen Mugen Mukeru
• Hangetsu Mugen Mukeru
• Sanzui Mugen Mukeru
• Sanchi Mugen Mukeru
Treinados na graduação de Chuden, estes seiteigata especificam as inúmeras técnicas que eram consideradas, pelos mestres, tesouros da Idade Média. Os mais estudiosos afirmam que são remanescentes do período Sengoku e que suas formas respondem à necessidades históricas cotidianas.
Indubitavelmente todas as formas de Mugen Mukeru são fortes e bem direcionadas. “Sangen Mugen Mukeru” significa: direcionar o infinito da província da montanha. Tais técnicas representam a classe de Seiteigata que exemplificam os diferentes tipos de Jujutsu praticados por diferentes famílias nas regiões cercanas em Hokkaido. Acredita-se que somente em aproximanadamente 1820 tenha-se organizado todos em uma única prática sequencial onde cada um dos cinco possui dez sequências próprias. Verdades ou mentiras - sempre digo assim, pois a história é contada e passada adiante pela visão de pessoas -, o que representa a sobrevivência destes Seiteigata é a peculiaridade de cada forma e seus ponto de convergências. O nome Mugen Mukeru é o ponto que permanece imutável dentro destes estudos relacionados à “Yamada den” – tradição da família Yamada, considerada a mais promissora nos ensinamentos do Jujutsu Mugen Mukeru.
Muitos afirmam que grande parte das formas foram alteradas, permanecendo apenas o sentido direcional de suas aplicações. Outros preferem dizer que nada mudou dos Seiteigata originais. Nós permanecemos no limite da prática como patrimônio e não como ponto de desavença, haja vista que não se tem nenhum documento que prove suas alterações nem as suas conservações. A prática chegou ao século XX desta forma e permanece até os dias atuais. Em nossa instituição conservaremos apenas o que foi ensinado.
Certa vez, uma pequena onda do oceano percebeu que ela não era igual às outras ondas e disse:
"Como sofro! Sou pequena, e vejo tantas ondas maiores e poderosas do que eu! Sou na verdade desprezível e feia, sem força e inútil..."
Mas outra onda do oceano lhe disse:
"Tu sofres porque não percebes a transitoriedade das formas, e não enxergas tua natureza original. Anseias egoísticamente por aquilo que não és, e mergulhas em auto-piedade!"
"Mas," replicou a pequena onda,"se não sou realmente uma pequena onda, o que sou?"
"Ser onda é temporário e relativo. Não és onda, és água!"
"Água? E o que é água?"
"Usar palavras para descrevê-la não vai levar-te à compreensão. Contemples a transitoriedade à tua volta, tenhas coragem de reconhecer esta transitoriedade em ti mesma. Tua essência é água, e quando finalmente vivenciares isso, deixarás de sofrer com tua egóica insatisfação..."
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