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(por Jordan Augusto)
Muitas discussões abrangeram este tema durante as décadas de setenta e oitenta, onde as teorias mais fudamentadas ensinavam estas técnicas aplicadas com a vestimenta Yoroi. Outros afirmaram que esta foi a origem, mas que tempos depois, assumiu personalidade própria, tal como seus movimentos sofreram consideráveis modificações e adaptações. Como a intenção deste texto não é estabelecer qual é a verdadeira ou correta versão, vamos ao ponto.
Traduzido como o “braço da pessoa da guerra”, esta técnica era aplicada principalmente contra armas cortantes de tamanhos pequeno e médio, como Tanto, Aikuchi, Wakizashi e outras. A técnica do Koppō, em sua maioria, utiliza os recursos das mãos para a aplicação de torções e ataques aos ossos. Assim, muitos utilizavam dos antebraços para apoiarem lateralmente nas lâminas enquanto a mão trabalhava nas pegadas e ataques. Esta forma de pensamento favoreceu uma série de descobertas que possibilitaram violentos ataques a adversário portando armas pequenas, desenvolvendo a utilização das mesmas torções de outrora. Se olharmos pelo prisma das considerações de que essas técnicas eram utilizadas com a Yoroi, naturalmente que deduzimos haver proteção para os ante-braços, o que, de certa forma, facilitaria a ação dos movimentos. Porém, muitas escolas ensinam suas movimentações e manobras adaptadas para as vestimentas cotidianas do samurai.
A eficiência de suas formas e violência de suas aplicações logo chamou a atenção de mestres de Jujutsu e Aikijujutsu, que estudaram esta forma de Koppō para tornarem mais efetivas suas investidas contra um adversário armado. Pela necessidade de uma habilidade singular, muitas escolas ensinam estas técnicas na fase de chuden, sob a alegação que a etapa cumprida em Shoden se encarregou de polir e aperfeiçoar os movimentos necessários. Depois disso, muitos estudaram com mais afinco as partes anatômicas das mãos e dedos, para tornarem mais efetivas suas técnicas de ataques.
Recentemente conversei com uma antigo amigo e, tanto eu como ele, concordamos que as duas versões fazem parte da história e não devem ser descartadas, haja vista que tanto a origem quanto o desenvolvimento participam da evolução de qualquer descoberta. Quando tenho que ensinar acerca destas movimentações, procuro conservar os ângulos e a sequência que tornaram elas compreensíveis aos olhos marciais.
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