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(por Jordan Augusto)
Um amigo me perguntou exatamente isso. Se a modernidade está aí e de fácil acesso para todos, qual a vantagem em seguir um caminho antigo? É esse o ponto, o fato de você praticar uma arte antiga não faz de você um homem antigo. A evolução interior, tal como o pensamento de cada um, é responsabilidade de cada um. Qualquer transição entre o antigo e moderno é instável e estabilizada apenas pelas reflexões que antecedem as grandes mudanças. Neste momento, ficamos num conflito dialético entre a necessidade de satisfazer nossos impulsos individuais e a inclinação para satisfazer o bem comum, de toda esta evolução externa a nós. Parte desta culpa certamente é remetida à Hollywood e toda a sua magia cinematográfica. Todos ainda acreditam naquele mestre velhinho de barbas e sobrancelhas longas que vive em uma montanha deserta, comendo folhas e bebendo água da fonte. Essa situação lhe traz um grau de insatisfação muito grande, porque para satisfazer determinadas necessidades individuais na sociedade em que vivemos, onde a maioria dos artefatos do capitalismo estão presos à ilusão do marketing e da venda da imagem pessoal, temos que reconhecer as limitações de uma imaginação fértil e renunciar a algumas das suas necessidades. Olhar com clareza e racionalidade é o saudável princípio para o crescimento interior e evolutivo.
Os apaixonados pelos caminhos antigos se identificam com personalidades que em sua maioria são personificadas pela imaginação de um historiador que nos retratou com certa clareza a vida e arte naquele período. Há de se ater ao racional e fazer deste o ponto de estudo para a compreensão da realidade liberta da imaginação e ilusão.
Para os mestres do zen da antiguidade, a mente ignorante, com suas infinitas aflições, paixões e males, é enraizada nos três venenos: avidez, raiva e ilusão. Esses três estados da mente venenosos por si mesmos incluem inúmeros males, como árvores que têm um único tronco mas inúmeros galhos e folhas. Cada veneno produz tantos milhões de males que o exemplo da árvore mal é uma comparação apropriada.
Isso significa que em nosso mundo atual, nossa ignorância independe de estarmos em um caminho antigo ou moderno. Ela é interna! Por outro lado, é através da caminhada que decobre-se a altura da montanha. Da mesma forma que é através do passado que decobrimos os caminhos para a evolução. Assim, em tudo encontraremos o ponto da reflexão que nos conduz à sabedoria interna.
Se você pode simplesmente concentrar a luz interna de sua mente e contemplar sua iluminação mais externa, você vai descobrir que todos os caminhos se fundem em um só. O caminho interior!
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