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(por Jordan Augusto)
Característico e irremediável quando feito no meio tempo do saque do uke, esta técnica que se carecteriza por cortar o oponente de baixo para cima em diagonal tem seu início de corte na altura da costela e segue até o externocleidomastóideo do lado oposto. Outros ensinam que deve percorrer até o meio da clavícula de forma que esta seja cortada. Bem.. Contradições à parte, este corte possibilita, quando feito com maestria, uma profundidade do Kisaki – ponta da espada -devido à extensão projetada para frente. O hara sustenta a angulação oferecida pela espada, que deve seguir a linha do braço enfatizando a pressão entre os dedos polegar e indicador (de maneira crescente rumo a tsuba), e com a tsuka apoiada no antebraço. Vejamos:
Quando digo no meio do tempo do uke, me refiro a uma técnica feita em tempo de ¾ em relação ao Uke. Isto significa que comente após o Uke sacar e ter a certeza que o atingirá sua técnica deverá se iniciar e terminar antes da dele ser completada. Ou seja, iniciar quando este estiver no terceiro estágio de quatro e terminar antes dele completar sua técnica. Para que isto seja possível, sua mão direita que direcionará o saque não deve apresentar a força para a tração, e sim se harmonizar com a esquerda que realizará o sayabiki. Existem duas formas de respiração nesta técnica: terra e ar.
Na primeira, a ação da mão esquerda deve estar intimamente ligada ao Ki yang. Assim ela possui maior tração que flui do hara, e a mão direita apenas conduzirá a parte Ying relaxada e objetiva. Somente no final é feita a polarização. A respiração terra (inspira com o hara relaxado e esxpira contraído) proporciona a velocidade e precisão.
Na segunda, o objetivo é um corte rápido e direcional. A respiração deve ser em elemento ar (inspira com o hara contraído e expira com ele relaxado). A variação destas duas formas apresentará resultados diferentes em nível de cortes. Cada uma delas enfatiza uma direção em concordância com a forma apresentada pelo Uke. A velocidade deve esvaziar o hara em direção ao Uke de maneira que este flua com a parte inferior. Na base deve estar firme para que o peso na perna da frente tranforme o hara em um ponto de apoio ao equilíbrio, tornando-o pesado e denso. Nesta postura, a mão que segura a espada, e sob cujo antebraço está apoiado o tsuka, acompanha o mesmo sentido da força empregada pela parte inferior do corpo. Isto proporcionará um corte profundo e seguro.
Caso esta forma não seja empregada, o risco da katana ricochetear ao encontrar um impacto primário pode adulterar a forma técnica comprometendo a direção do corte. É natural vermos em erros de principiantes um corte que inicia na diagonal terminar quase na horizontal ou demasiadamente na vertical devido a má sustentação do hara e parte inferior do corpo. Depois do corte executado o hara deve voltar ao normal no momento do Chiburi e estabilizar a energia corporal no momento do Noto.
Velocidade e técnica só caminham juntas quando embasadas em uma terceira proporção.
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