quarta-feira, 20 de setembro de 2017

 

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Você sabe o por quê das reverências?...

(por Jordan Augusto)


A sociedade japonesa é uma das mais ritualizadas do mundo. Não é difícil percebermos que os japoneses gostam de empregar de forma adequeada cada situação. A forma de comprimentar e se curvar, são os primairos indicativos da forma de covivência entre os japoneses. O exercício das regras de boas maneiras e a sociabilidade são, atualmente, pré-requisitos para o sucesso profissional e social. O ocidente deixou de cumprir suas formas usuais que no passado faziam parte de seu cotidiano devido à influência de uma política moderna e igualitária. O processo democrático por sua vez, estabeleceu uma nova forma de convivência entre as pessoas de baixa classe e a aristicracia. Assim, muitas das formas que eram utilizadas como regras de etiqueta no cotidiano, tornou-se obsoleta.

A forma japonesa de se inteirar é uma saudação com um cumprimento curvando o corpo para frente, que se chama Ojigi. Este gesto, por mais simples que pareça, envia inúmeras mensagens àquele que conhecem das regradas da etiqueta japonesa. A reverência está empregada em quase todas as comunicações japonesas. No caso de se despedir esta tem a representatividade de profunda gratidão além da despedida formal.

Dentro da regra japonesa esta inclinação obedece alguns critérios quanto à curvatura.

Uma inclinação de 15 graus é usualmente empregada nas saudações do cotidiano.

Uma inclinação de 30 graus se mprega durante as apresentações e formalidades.

Uma inclinação de 45 graus é utiizada nas situações de arrependimento, desculpas, ou demonstração de profunda gratidão.

No caso de uma inclinação de 90 graus, acredita-se uma forma exagerada de reparar um erro diante muitas pessoas ou mesmo a tentativa de se redimir de um erro grave.

O tempo que dura a inclinação deve ser de um a dois segundos. Para alguns pode ser um lapso realizá-la de acordo com a respiração. Para ser corretamente no tempo da respiração deve ser realizada em “Reisansoke”. Ou seja, devemo inalar enquanto nos inclinamos para frente, exalar o ponto mais baixo da inlcinação e inalar suavemente enquanto retorna à posição inicial e vertical. Logicamente sugere-se uma respração natural relaxada o que dará mais agradabilidade à situação durante o cumprimento.

Normalmente iniciamos as frases de apresentação antes de inclinarmos e não falamos nos pontos mais baixos desta.

Nunca fazer Ojigi enquanto estiver andando. É possível presenciarmos uma forma abreviada de Ojigi rápido se retringindo apenas em uma breve inclinação com a cabeça e ombros.

Ao se dirigir a alguém, deve-se chamá-lo pelo sobrenome, seguido de "san". Somente se usa chamar alguém pelo nome sem o sufixo san nas relações familiares entre irmãos ou amigos íntimos. Na empresa, quando se trata de superiores, deve-se chamá-lo pelo cargo seguido so sufixo "sama" (sr/sra. honorífico. Exemplo: Sr. Presidente = shachô-sama). A própria linguagem é diferente quando se dirige a pessoas de nível social inferior ou crianças, mudando-se termos de tratamento, verbos e palavras em geral. Em situações em que se encontramos em situação inferiorizada, perante professores, autoridades, ou pessoas de hierarquia superior usamos o modo honorífico, em situações em que o falante tem uma posição de pedido ou súplica, se usa a forma de modéstia. Estes modos de falar e seus termos podem ser encontrados em livros manuais para estrangeiros, mas a proficiência no uso depende da prática local.

A troca de cartões de visitas no Japão costuma ser mais cerimoniosa que no Ocidente. Os cartões de visita geralmente são impressos com nome da empresa, cargo, nome, endereço e telefone, em japonês na parte frontal e em caracteres latinos (Romaji) na parte traseira.

O meishi informa a posição, status e grupo hierárquico da pessoa dentro da empresa, desempenhando um papel importantíssimo numa sociedade onde o grau hierárquico é muito importante.

Num encontro de negócios é imprescindível possuir o meishi, pois é considerado falta de etiqueta e rude não possuí-lo.

Entrega-se e recebe-se o meishi com as duas mãos. Não deve se dobrar nem escrever no cartão e é de bom uso possuir um "meishi-ire"(porta cartão). Se não possuí-lo, guarde o cartão no bolso interno do paletó ou em sua carteira.

A etiqueta manda que se leia atentamente o nome da pessoa no cartão, em voz baixa de preferência, com o intuito de memorizar o nome, posição e empresa da pessoa. O esquecimento do nome da pessoa durante a conversa é demonstração de rudeza e de que se deu pouca importância ao dono do cartão.



Referências:

Conversas com Araki Sensei, Michie Hosokawa, Paulo Hideyoshi, Masa, sadao, Luiz yamada, Hidetaka Sensei

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