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(por Marcelo Silva Mendes)
Pensei muito sobre este tema, e mais ainda se sobre ele deveria escrever. Muito tenho aprendido e muito mais tenho ainda a aprender sobre estas palavras tão simples que transmitem um significado tão denso e, infelizmente, tão negligenciado hoje em dia.
Talvez por lidar em segmento de mercado que, além do conhecimento técnico, e talvez até mais do que este, deve o cliente confiar naquele que elegeu como patrono, tenho me confrontado freqüentemente com esta realidade. Vejamos:
O dever é o compromisso assumido com tamanha abertura de coração que não admite, nem no mais profundo abismo do ser, pensamento que leve a pensar em não cumpri-lo; é a palavra dada, e da palavra, foi criado o universo. O que seria de nossos constituintes se deixássemos de lado o dever que assumimos para com eles e deixássemos de cumprir o que determina o mandato, ou pior, se o cumpríssemos conforme nossas próprias conveniências, ao arrepio de toda ética e fidelidade com que juramos proceder?
A gratidão nada tem a ver com a submissão ou com bajulação de alguém. É o sentimento muito mais nobre e que reconhece o valor e a importância de alguém para com o outro, e é tão forte sentimento que direciona os nossos atos, mesmo que inconscientemente, na saudação e no reconhecimento da dignidade daquele a quem somos gratos.
Antes de serem algemas que prendem a alma, são guias que guardam o caminho da elevação do espírito, que nos mantém à salvo de nossas bestas-feras: a inveja, a cobiça e o ciúme, estes vícios sim que são presas por esses fortes e insuperáveis grilhões.
A natureza humana se enobrece e eleva quando o homem enfim compreende que o cumprimento de seus deveres para com a humanidade, na figura de seu próximo, e no reconhecimento de seu valor e importância são de uma via recíproca e reversa: quanto mais devotados, mais mereceremos a confiança. Quanto mais gratos, mais seremos honrados.
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