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(por Jordan Augusto)
É natural que através da espada se reflita a experiência e o interior de cada um. Muitos acreditam que através da observação de uma espada em movimento pode-se conhecer o espírito que a direciona. Para os mestres mais velhos é através desta que flui todo o caráter de um aluno.
Estava nesta semana, eu e minha esposa, conversando através do Skype com um amigo que também é Shidoshi, mas hoje reside no Japão. Nosso raciocínio chegou à conclusão de que esta observação era a forma que muitos utilizavam para o exame de admissão em uma escola antiga. O mundo se responsabilizou por criar inúmeros fatos e falácias acerca das escolas clássicas. Verdade ou mentira, o interessante é que se faz um paralelo entre a personalidade e a espada.
Religiosamente existem vários estudos que classificam através dos elementos e, por conseguinte, traçam um paralelo com a divindade específica. É através da espada que mestres e estudiosos verificam o grau de profundidade de cada indivíduo. A prática transcende a idéia de que é apenas um caminho de domínio de uma arma de guerra. Muitos foram os filmes que demonstraram a desistência de guerreiros antes mesmo de iniciar um combate por perceberem em seus inimigos uma força sobre-humana... Uma capacidade singular! Os pólos da espada que caracterizam na psique do Kenshi a “introversão” e a “extroversão” podem confirmar o que foi dito por Jung - que cada indivíduo pode ser caracterizado como sendo primeiramente orientado para seu interior ou para o exterior, sendo que a energia dos introvertidos se dirige em direção a seu mundo interno, enquanto a energia do extrovertido é mais focalizada no mundo externo.
Entretanto, ninguém é totalmente introvertido ou extrovertido. Algumas vezes a introversão é mais apropriada e em outras ocasiões a extroversão é mais adequada, mas as duas atitudes se excluem mutuamente, de forma que não se pode manter ambas ao mesmo tempo. Também enfatizava que nenhuma das duas é melhor que a outra, citando que o mundo precisa dos dois tipos de pessoas. Darwin, por exemplo, era predominantemente extrovertido, enquanto Kant era introvertido por excelência. Assim, a prática da espada pode trazer em sua essência a fusão de dois importantes pólos da personalidade do kenshi... Musashi apresentava em seus combates uma ferocidade sem igual, mas por outro lado se tornou um reconhecido sábio da espada.
Para a prática da espada, o ideal para o ser humano é ser flexível, capaz de adotar qualquer dessas atitudes quando for apropriado, operar em equilíbrio entre as duas. Tal como os introvertidos concentram-se prioritariamente em seus próprios pensamentos e sentimentos, em seu mundo interior, tendendo à introspecção. O perigo para tais pessoas é imergir de forma demasiada em seu mundo interior, perdendo ou tornando tênue o contato com o ambiente externo. O cientista distraído, estereotipado, é um exemplo claro deste tipo de pessoa absorta em suas reflexões em notável prejuízo do pragmatismo necessário à adaptação.
Os extrovertidos, por sua vez, se envolvem com o mundo externo das pessoas e das coisas. Eles tendem a ser mais sociais e mais conscientes do que acontece à sua volta. Necessitam se proteger para não serem dominados pelas exterioridades e, ao contrário dos introvertidos, se alienarem de seus próprios processos internos. Algumas vezes esses indivíduos são tão orientados para os outros que podem acabar se apoiando quase exclusivamente nas idéias alheias, ao invés de desenvolverem suas próprias opiniões.
Ação
Quando tiver algum problema faça alguma coisa!
Se não puder passar por cima, passe por baixo, passe através, dê a volta, vá pela direita, vá pela esquerda.
Se não puder obter o material certo, vá procurá-lo.
Se não puder encontrá-lo, substitua-o.
Se não puder substituí-lo, improvise.
Se não puder improvisar, inove.
Mas, acima de tudo, faça alguma coisa!
Há dois gêneros de pessoas que nunca chegam a lugar nenhum: as que não querem fazer nada e as que só inventam desculpas.
Autor desconhecido
Referência:
Conversas com Araki Sensei, Michie Hosokawa, Paulo Hideyoshi, Masa, sadao, Luiz yamada, Hidetaka Sensei. Textos: Galileu - Revista, Livros de Sociologia; Análises sobre a Psicologia Moderna e estudos sobre Freud, Jung , Melanie Klein;Grof;
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