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(por Jordan Augusto)
“Não sou aquele que sabe, mas aquele que busca.” (Herman Hesse)
Assisto muitíssimas palestras todos os dias, busco me informar, leio todos os jornais que posso, divido o meu tempo de maneira que as minhas horas se façam valer à pena... Ultimamente, tudo o que tenho ouvido as pessoas falarem é de mudanças, necessidade de mudar, transformar-se em prol de algo ou alguém. Verdadeiramente creio que nada, nem ninguém, pode exigir dos demais as mudanças que ele não for capaz de provocar em si mesmo.
Recebo muitíssimos e-mails diários; em sua grande maioria tais mensagens são oriundas de pessoas que se sentem sós em seus caminhos profissionais; que necessitam alguma palavra para seguir adiante em suas jornadas pessoais. Estamos em tempos de luta, de combate pessoal, de conflitos e confrontos entre o que somos e o que acreditamos ser... O eterno descompasso que estabelece padrões indivisíveis na história de todos nós: sempre estaremos nos direcionando para algum ponto diferente do agora. Isso significa que o amanhã é feito para tornar-se depressa o hoje. E o hoje, uma preparação que para seja possível a existência do amanhã!
Somos muitos os que buscamos, buscamos, às vezes encontramos; outras não. No entanto, toda necessidade surge de uma força incomensurável que nos diz que é hora, é tempo de alterar alguma coisa em nosso interior.
Em minha história pessoal, tudo teve início quando percebi que eu não era aquilo que pensava, que o que eu imaginava ser, para os demais não representava nada. Em profundidade, tal anedota remeteu-me à necessidade de dissolver a ilusão através da arguição: quem sou eu? Aglutinar e dissolver: eis a fração remediável que me fez acudir à planos maiores de existência e permanência em meus propósitos. Todos possuímos uma visão limitada daquilo que somos e do que representamos para os demais – ainda que esta segunda não seja controlável nem possa ser medida por uma razão lógica, haja vista ser o humano um animal curioso com reações diferentes mediante situações diferentes.
Todo este panorama de dissertação sobre o que eu representava para mim (diante do espelho) e o encontro com a realidade, fez de minhas verdades um ponto de inexpressiva importância. A mente, digo em propriedade de experiências pessoais, quando se encontra diminuída por algum sentimento qualquer, ou vício emotivo, tende a estar iludida dentro de um cenário habitual onde tudo lhe parece normal. Fato este que nos dificulta identificar o que, de verdade, em nós necessita ser modificado. Em geral, confundimos as razões com as deliberações consciências que julgam sem conhecimento de causa. Buscam justificativas que se elevem em níveis palpáveis onde a razão é a maior fonte de “auto-encontro”; e todos pensamos, equivocadamente, que a possuímos!
Por este panorama, encontramos uma mente confusa, nublada, barulhenta, ruidosa, imprevisível e inconstante. O que, por sua vez, denota que nossas razões não se sustentam sem uma prévia condição de imposição perante os demais. Em todas as minhas observações pude perceber um tipo de mente onde a ilusão, delineada pelas próprias experiências, imaginadas ou verdadeiramente experimentadas, fomentam impulsos e necessidades irreais. Os sábios orientais diziam que a nossa mente repercute aquilo que existe de mais fundamental no âmago de nosso ser.
“O que dá o verdadeiro sentido ao encontro é a busca, e é preciso andar muito para se alcançar o que está perto." (José Saramago)
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