quarta-feira, 22 de maio de 2013

 

Notícias            


Experiência… O ponto divisor!...

(por Jordan Augusto)


“A experiência nunca falha, apenas as nossas opiniões falham, ao esperar da experiência aquilo que ela não é capaz de oferecer.” (Leonardo da Vinci)

De acordo com o dicionário, a palavra experiência é oriunda dom latim “experientia”, ensaio, prova, tentativa. É um ato de experimentar. Conhecimento adquirido por prática, estudos, observação, etc.; experimentação. No caso do ser humano, o homem de experiência é um homem conhecedor das coisas da vida. Mas, e aí? Como atua este homem quando perde o emprego e necessita buscar trabalho em uma época onde suas habilidades, em alguns casos, podem estar obsoletas?

O homem experiente, isso penso eu, não entra na luta do mundo, das sociedades, neste eterno digladiar onde se escolhe quase “matar ou morrer!” Sua visão é mais profunda e sabe se movimentar de maneira mais sóbria em meio às adversidades alteradas do “isso é meu!” No entanto, mesmo para os mais experientes, a sobrevivência é sempre um desafio. No passado, quanto mais experiente um homem, mas garantida estava a caça, a pesca... Hoje, as coisas já não são bem assim. Sua experiência deve se ater a outros panoramas mais curiosos.

O mercado de trabalho mais parece uma selva, e até o mais experiente dos homens pode sucumbir diante da força da juventude. Em proporções inversas, a depender do cenário apresentado, principalmente se for em níveis de tecnologia e modernidade, trata-se-á de um cordeiro que tem de sobreviver entre os lobos: curiosa inversão de tempo, idade, e realidade, não é mesmo?

Mesmo assim, a experiência pode ser o olho que “a tudo vê” em meio à inconsciência do momento; sua vivência, anos, décadas, o segue e o protege a fim de que se cumpra a sua jornada. Ninguém pode deter o processo do tempo e a chegada da idade, mas aquele que sabe usar a sua experiência, sobreviverá à passagem das mudanças. Já dizia Confúcio: “A experiência é uma lanterna dependurada nas costas que apenas ilumina o caminho já percorrido.”

Creio que sempre foi assim; no final, depois do bom e do ruim, fica somente a experiência. Ainda esta semana estava explicando a um aluno que agora, depois de tudo o que ele havia passado, creio que já estaria preparado para entender melhor o que seria este caminhar dentro da consciência. Explico:

De acordo com a ciência, o cérebro é o último órgão a se desenvolver; daí as tantas e tantas besteiras – entre aspas – que fazem os adolescentes ao não se darem conta das consequências , ou mesmo não ao se aterem às responsabilidades. Logo, em comunhão com as realidades apresentadas por uma vida em sociedade, a experiência adquirida em momentos bons e ruins, pode ser determinante em um futuro profissional ou pessoal. Isso significa que a experiência será a pedra angular na superação do que surge em decorrência da eterna competição por um lugar ao sol.

Dada a condição com que todos nós, mesmo os mais velhos e experientes, enfrentam agora, a diferença oferecida pelo “caminho andado” – termo utilizado pelos mais vividos -, demonstra que os que melhor conhecem da vida sabem, de maneira mais prática, superar as resistências do que surge em relação às circunstâncias. Por outro lado, a experiência do agora é diferente da de antes. Enquanto os jovens tem que aprender a viver no velho mundo, os velhos tem de se adaptar ao novo, às tantas tecnologias que lhes “comem a cabeça!” Em nível de mercado de trabalho, sem dúvida alguma, carregamos o peso da exigência dos editais que cobram o que há de mais moderno em nível de mundo. Todavia, a questão maior em que a experiência pode ser a grande diferença está na superação existente entre as relações humanas. No passado se dizia “sorte!” ao companheiro quando este se iniciava em um novo trabalho. Hoje, nem isso! A competição extrapola as medidas mais usuais e: salve-se quem puder! “Não se pode criar experiência. É preciso passar por ela.” – disse Albert Camus.









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