domingo, 19 de maio de 2013

 

Notícias            


Relações... A força que fala mais alto!...

(por Jordan Augusto)


“Para o desesperado, a partida não parece menos impossível do que o retorno.” (Thomas Mann)

Sempre digo, e volto a afirmar: o que é para ser, sem dúvida alguma, será! Salvo a liberdade de escolha (livre-arbítrio), o tempo e ritmo que pertence a cada um, eu reafirmo dentro de um pensar que envolve a nossa trajetória como humanos, como seres pensantes, racionais... Como pessoas que possuem as suas limitações em determinadas épocas; medo, receio, indecisão... Tal como maturidade e força em outras... Somos parte de um recíproco mecanismo que se movimenta de acordo com as nossas escolhas e arguições – há quem diga que tudo é uma resultante de nossos questionamentos.

Inúmeros exemplos demonstram-nos que as respostas que oferecemos, em alguns casos, podem estar em desacordo com o momento; o mundo gira e a vida dá voltas! Pessoas que agora retornam às Universidades, alguns aos seus países natais, outros que voltam a viver às suas aspirações e se vão para longe em busca de seus sonhos de outrora – tudo volta em diferente mecanismo, mas em exata proporção às realidades interrompidas, seja por falta de condições financeiras, tempo, seja o que for: a questão é que a realidade de cada um tende a se projetar em uma mesma perspectiva, principalmente quando esta não foi cumprida. Isso significa que, em nós, tais realidades, que para os mais sábios se resumem em tensões e energias que regulam nosso destino, operam naturalmente as avessas e, consequentemente, aplicam o retrato daquilo que fomos em função de que o agora, relativamente diferente, possa se cumprir com suas qualidades adquiridas durante este tempo.

Em profundidade, uma vez que não entendemos os panoramas apresentados pela vida, mesmo em função de nossas escolhas, as reverberações de nossas projeções externas – aquilo que exteriorizamos em nossos momentos de conflito e confusão - não sabem agir senão com inversão de valores. Horácio diz algo bem interessante: “Há uma medida nas coisas; existem enfim limites precisos, além dos quais e antes dos quais o bem não pode subsistir.”

Vivemos um interessante momento de reajustes; alunos que retornam, amigos que entram em contato, antigos desafetos que ressurgem com uma mentalidade mais interessante e pacífica... Tudo como parte de um passado que não se cumpriu. Pois é, entendo que todos somos pessoas que necessitavam cumprir algo em outro lugar, em outro tempo, com outras histórias para que, mais amadurecidos, possamos voltar a cumprir, juntos, o que nos toca viver. Principalmente nos dias de hoje penso que tudo é necessário; tudo faz parte de um grande quebra-cabeça que aos poucos vai se encaixando. Por este viés, podemos dizer que não existe a visão ou entendimento do mal – unicamente como uma realidade solta - sem a ausência da ignorância; esta última atravessa-nos e nos faz acreditar que possuímos razão, que somos os melhores, imbatíveis... Às vezes é necessário que experimentemos outras verdades para que as realidades que conhecemos se transformem e adquiram uma força ainda maior.

O reencontro é sempre mais rico e mais interessante que o encontro. Em minha forma de ver, existe toda uma perspectiva de observação que nos obriga a reordenar a nossa perspectiva de observação, a nossa visão sobre algo ou alguém. De nada adianta querer impor ao outro através da cólera, da emoção desmedida as nossas impressões... Na casa do tempo tudo necessita de ordenação; querer imperar pela força excita reações, agita-se a idiossincrasia alheia, personalidades adormecidas, tocam-se extremos que promovem a miopia momentânea em função de uma razão que não existe. Em todos os instantes que observei, a mente está sempre tateando, buscando aonde se apoiar. Inversamente, é este o verdadeiro escopo da consciência que nos desperta para a possibilidade, para a oportunidade, para um cenário que nos demonstra que, por mais que as relações se desfaçam, existe uma explicação: pode ser que cada um necessite se melhorar (que não estão prontos) para, depois, estarem em melhor harmonia e, por conseguinte, falar um mesmo idioma... A vida, ao contrário do que se pensa, principalmente no calor das desavenças, faz-se existir em panoramas distintos para cada um, e pelos quais, à nossa revelia, faz-nos sair da estagnação em um tipo de movimento que se assemelha, ou que retorna, delineando um cenário com circunstâncias iguais as que experimentamos quando iniciamos nossa caminhada rumo a algum objetivo qualquer. O que muda é a forma de caminhar!

“Tudo aquilo que não podemos incluir dentro da moldura estreita de nossa compreensão, nós rejeitamos.” (Henry Miller)









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