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(por Jordan Augusto)
“Não são nossos talentos que mostram aquilo que realmente somos, mas sim as nossas escolhas.” (Harry Potter e a Câmara dos Segredos)
Escolhas... Creio ser um ponto de um fragmento de uma análise que repercute em todos nós: somos o que nossas escolhas fizeram de nós. A eterna relutância que existe nestes momentos tão importantes, sejam eles de fundo material ou espiritual, reverbera em diferentes arguições que apontam para diferentes posições. Um querido professor dizia: “...pense bem em suas escolhas; elas serão parte de sua vida.” Adotei cada palavra deste sábio apontamento para minhas reflexões diárias e, através delas, procuro sempre “escolher” de uma maneira real. Ou seja, que a escolha seja feita por mim. Parece que não, mas agiganta-se o número de pessoas que não conseguem escolher através de suas próprias verdades.
O grande Pablo Neruda, que gosto muito, disse: "Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das conseqüências." Demorei muitos anos para entender que as escolhas são pequenas portas para outras etapas de nossas vidas. Cada porta nos leva até um determinado lugar que será representado pelas nossas realidades interior e exterior. A vida constantemente nos pergunta sobre as nossas reais aspirações; sobre as nossas reais impressões daquilo que somos ou representamos para nós mesmos. Tal fenômeno, muitas vezes se dá através de pequenos chamados que passam despercebidos. Há quem diga que evoluímos por acidente. Gosto desta teoria... Um ponto vetor que nos impele a sintonizar a real condição de nossa vida... A provar daquilo que somos de uma maneira bem especial.
Ainda nestes dias, não me lembro agora qual, estava refletindo sobre os aspectos que fazem da vida uma viagem apenas de ida através de interessantes aventuras. É muito difícil estabelecermos algum caminho sem uma meta pré-ordenada em nossa mente. É por isso que as escolhas funcionam como “prismas de refração” entre o que somos, acreditamos, e esperamos. Elas sempre reverberarão aquilo que somos de verdade!
Por outro lado, a vida possui as suas regras e, estas, constantemente nos fazem estar “frente a frente” com nós mesmos. Diz um amigo: “...deveria ter escolhido melhor.” Toda esta absoluta necessidade de caminhar para frente, de construir uma linha de progresso a partir das escolhas, faz do ser humano um eterno prisioneiro de suas decisões. Diz Pietro Ubaldi algo que gosto muito: “A culpa mais grave e que se paga mais caro é a de furtar-se à ascensão, é a de não atender à lei da evolução.”
Se observarmos através desta perspectiva, do ponto reflexo que as escolhas realizam em nós, ou mesmo através dos planos mais acessíveis de nossa consciência, veremos que a vida se expande ou se retrai em perfeita sincronia com nossos pensamentos. Este amigo citado acima, infeliz (pelo menos se diz), afirma ser um ignorante. Em geral, quando nossas escolhas não apresentam os resultados esperados, subjugamos as nossas capacidades em linhas diminutas que ofuscam o todo; oculta as razões maiores que revelam o “macro” existente em cada momento. No entanto, em minha forma de pensar, ignorância é não se conhecer; é não estar ciente de suas realidades e limites.
Por ouro lado, constantemente a vida nos ajuda a levantar este véu que nos esconde de nós mesmos; o problema é que relutamos em ver o que existe embaixo; preferimos permanecer com as imagens já solidificadas em nossa mente.
Qualquer que seja a escolha que tenhamos que executar, ela só terá validade se a verdade inserida nesta mesma escolha for parte daquilo que você acredita. De nada adianta optar por algo que você não reconhece como parte de você. Em paralelo, significa que precisamos vibrar em perfeita harmonia com aquilo que esperamos da vida. O escopo da vida é se revelar nos instantes em que a realidade se torna parte de você; trata-se de uma mágica sensação onde suas impressões e experiências serão intransferíveis de homem para homem, de ser para ser... Serão apenas parte de você falando para você mesmo: as escolhas nada mais são que o esgotamento de um instante para o surgimento de outro.
“Cada vez que você faz uma opção está transformando sua essência em alguma coisa um pouco diferente do que era antes.” (C.S.Lewis)
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