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Professor
Norlan Souza da Silva, 27 anos, baiano,
é cientista social e especialista em
comércio exterior e relações
internacionais. É docente da
Universidade Católica de Goiás e na
Faculdade Michelangelo (DF) no curso de
Relações internacionais, e na Faculdade
Serrana (DF) nos cursos de administração
de empresas e ciências econômicas.
Atualmente é sócio-proprietário da
G.E.N.I.U.S — empresa de assessoria,
consultoria e treinamento em gestão
estratégica de negócios internacionais.
Hoje, prof. Norlan é aluno da SBB dos
cursos de estratégia (Heiho) e filosofia
(Tetsugaku), aos quais dedica seus
finais de semana numa interação e troca
de conhecimentos.

SBB - A
que se deve a sua mudança para Brasília?
Bem... Eu fui ara Brasília com um
propósito. Eu queria dar continuidade
aos meus estudos e também ter uma
experiência profissional dentro de
instituições privadas, órgãos públicos e
organismos internacionais na capital
federal. Isto porque a minha formação
tem como seu principal empregador o
Estado, que elabora políticas públicas
de cunho social, econômico e etc, e
assim, me enquadraria como um
profissional gabaritado para exercer
essas funções. Lembro-me de ter chegado
em Brasília no final de novembro de
2001, pouco antes de terminar a
graduação na Universidade de Salvador (UNIFACS)
para a seleção de pós-graduação em
Relações Internacionais na Universidade
de Brasília (UNB). Ao ser aprovado na
seleção, comecei a estudar até concluir
meus estudos em dezembro de 2002, e
atualmente estou concluindo o MBA em
Comércio Exterior pela Universidade
Católica de Brasília (UCB).
Durante os estudos exercia trabalho de
pesquisador em inovação empreendedorismo
e novas empresas no CNPq, e
paralelamente atuava como consultor
dentro de organismos internacionais como
a Unesco, entidades privadas como a
Softex e órgãos públicos como a
Ministério da Educação e a
Superintendência do Ibama.
Já em 2003, após concluir o curso, fui
contratado como sociólogo pela empresa
MRS Estudos Ambientais, uma das 5
maiores empresas de consultoria
ambiental do Brasil, para atividades de
pesquisa de campo e elaboração de
diagnósticos sócio-econômicos e
ambientais para usinas hidrelétricas de
Furnas em Goiás, Minas Gerais, São Paulo
e Rio de Janeiro, e também para as
unidades de conservação do Ibama na
Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do
Norte. Quando concluí minhas atividades
nessas empresas optei pela volta à
docência me instituições de ensino
superior, já que durante toda a
graduação lecionei em instituições de
ensino público na cidade de Salvador por
seis anos para as disciplinas de
filosofia, geografia, história e
sociologia.
SBB - Mas como foi que você chegou à
Goiânia e à SBB?
Foi então que durante um evento de
estudantes de relações internacionais na
cidade de Florianópolis tive a
oportunidade de conhecer o perfil dos
estudantes da Universidade Católica de
Goiás e a sua coordenadora, até então,
Maria Madalena Queiroz, que me fez u
honroso convite de lecionar três
disciplinas para quatro turmas
(Introdução a Rel. Internacionais,
Teoria das Relações Internacionais I e
II).
Dessa forma, a partir de agosto de 2004
venho constantemente viajando para
Goiânia para dar aulas na UCG e receber
o presente do destino de ter o Shidoshi
Jordan Augusto e Kokeisha Juliana
Galende como meus alunos.
Na minha primeira visita a SBB fui
lisonjeado com um magnífico jantar
realizado pelo Shidoshi, como forma de
aproximação e entrosamento com os
princípios do Bugei na minha formação
pessoal e profissional.
De lá para cá, fui chamado para outros
jantares de caráter institucional junto
a UCG e a partir de setembro deste ano
venho participando dos cursos de
estratégias e filosofia oriental do
Bugei.

SBB - O
que o fez ser aluno desses cursos na SBB?
Eu já tinha um breve conhecimento sobre
filosofia e política voltada para
estratégia nas áreas empresariais e
governamentais, mas o que na verdade me
conduziu a esta opção era um desejo
latente e até transcendental de
aprofundar e realizar práticas sobre o
pensamento oriental dentro de um
contexto em que vivemos —
ocidentalizado. Eu já li muito sobre
Confúcio, Lao Tse Tung, Sun Tsu e Sun
Pin, e estes deram uma significativa
contribuição à minha personalidade, mas
eu precisava sair um pouco do
autodidatismo e receber todo um
conhecimento passado por um verdadeiro
mestre das artes orientais. E neste
caso, o Shidoshi Jordan veio como uma
benção hoje aos meus poucos anos de
maturidade. É como uma pérola que se
forma dentro de uma ostra e que leva um
longo tempo para se tornar “a pérola”.
Hoje eu me sinto como essa ostra, capaz
de produzir uma pérola, e o Shidoshi é o
tempo, que vai produzir essa pérola
dentro de mim.
Assim, com os conhecimentos da filosofia
e da estratégia oriental, com certeza,
poderei conduzir e produzir o
conhecimento necessário para formar a
minha pessoa, tanto nos meios acadêmicos
e empresarial, quanto no pessoal e
familiar.
Sem sobra de dúvidas, o resgate e a
manutenção do pensamento oriental é
condição sine qua non do equilíbrio e da
harmonia entre o corpo e o espírito,
ainda mais no mundo cada vez mais
conturbado e assustador. Hoje só espero
que o tempo passe e que essa pérola,
dentro de mim, surja e mostre o seu
verdadeiro valor.
SBB - Como professor acadêmico, como
você enxerga esse processo de
reconhecimento do Bugei pelo MEC?
Eu compreendo que é uma necessidade de
amadurecimento e fortalecimento da
imagem do Bugei no âmbito educacional é
justificável porque considero este tipo
de aprendizado com o mesmo valor que
outros cursos já autorizados pelo
Ministério. Mas também explico que será
um processo lento e tortuoso diante da
visão de muitos burocratas que não
enquadram o aprendizado do Bugei como
semelhante ao tipo convencional e
conservador que são ensinados dentro das
instituições de ensino superior,
aplicado até hoje no Brasil. Assim, o
Bugei vem com um propósito inovador, e
como toda inovação, é vista como ameaça
e é censurada com descrédito porque a
essência de toda inovação é mudar o eixo
das coisas, é quebrar com o atual
paradigma, e é reverter o status quo.
Portanto, é como uma grande guerra onde
será conduzida por inúmeras batalhas,
mas não se deve perder o grande
objetivo, caso haja pequenas derrotas.
Eu louvo a iniciativa do Shidoshi porque
a contribuição dele vai ficar na
história, pois ele é jovem e tem muita
garra para alcançar seus sonhos. Não
como vaidade, mas como necessidade para
que as gerações futuras encontrem no
Bugei o caminho da harmonia.
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