terça-feira, 6 de janeiro de 2009

 

SBB entrevista Prof. Norlan            


 

   

Professor Norlan Souza da Silva, 27 anos, baiano, é cientista social e especialista em comércio exterior e relações internacionais. É docente da Universidade Católica de Goiás e na Faculdade Michelangelo (DF) no curso de Relações internacionais, e na Faculdade Serrana (DF) nos cursos de administração de empresas e ciências econômicas. Atualmente é sócio-proprietário da G.E.N.I.U.S — empresa de assessoria, consultoria e treinamento em gestão estratégica de negócios internacionais.

Hoje, prof. Norlan é aluno da SBB dos cursos de estratégia (Heiho) e filosofia (Tetsugaku), aos quais dedica seus finais de semana numa interação e troca de conhecimentos.
 

SBB - A que se deve a sua mudança para Brasília?

Bem... Eu fui ara Brasília com um propósito. Eu queria dar continuidade aos meus estudos e também ter uma experiência profissional dentro de instituições privadas, órgãos públicos e organismos internacionais na capital federal. Isto porque a minha formação tem como seu principal empregador o Estado, que elabora políticas públicas de cunho social, econômico e etc, e assim, me enquadraria como um profissional gabaritado para exercer essas funções. Lembro-me de ter chegado em Brasília no final de novembro de 2001, pouco antes de terminar a graduação na Universidade de Salvador (UNIFACS) para a seleção de pós-graduação em Relações Internacionais na Universidade de Brasília (UNB). Ao ser aprovado na seleção, comecei a estudar até concluir meus estudos em dezembro de 2002, e atualmente estou concluindo o MBA em Comércio Exterior pela Universidade Católica de Brasília (UCB).

Durante os estudos exercia trabalho de pesquisador em inovação empreendedorismo e novas empresas no CNPq, e paralelamente atuava como consultor dentro de organismos internacionais como a Unesco, entidades privadas como a Softex e órgãos públicos como a Ministério da Educação e a Superintendência do Ibama.

Já em 2003, após concluir o curso, fui contratado como sociólogo pela empresa MRS Estudos Ambientais, uma das 5 maiores empresas de consultoria ambiental do Brasil, para atividades de pesquisa de campo e elaboração de diagnósticos sócio-econômicos e ambientais para usinas hidrelétricas de Furnas em Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, e também para as unidades de conservação do Ibama na Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Quando concluí minhas atividades nessas empresas optei pela volta à docência me instituições de ensino superior, já que durante toda a graduação lecionei em instituições de ensino público na cidade de Salvador por seis anos para as disciplinas de filosofia, geografia, história e sociologia.



SBB - Mas como foi que você chegou à Goiânia e à SBB?

Foi então que durante um evento de estudantes de relações internacionais na cidade de Florianópolis tive a oportunidade de conhecer o perfil dos estudantes da Universidade Católica de Goiás e a sua coordenadora, até então, Maria Madalena Queiroz, que me fez u honroso convite de lecionar três disciplinas para quatro turmas (Introdução a Rel. Internacionais, Teoria das Relações Internacionais I e II).

Dessa forma, a partir de agosto de 2004 venho constantemente viajando para Goiânia para dar aulas na UCG e receber o presente do destino de ter o Shidoshi Jordan Augusto e Kokeisha Juliana Galende como meus alunos.

Na minha primeira visita a SBB fui lisonjeado com um magnífico jantar realizado pelo Shidoshi, como forma de aproximação e entrosamento com os princípios do Bugei na minha formação pessoal e profissional.

De lá para cá, fui chamado para outros jantares de caráter institucional junto a UCG e a partir de setembro deste ano venho participando dos cursos de estratégias e filosofia oriental do Bugei.
 

 

SBB - O que o fez ser aluno desses cursos na SBB?

Eu já tinha um breve conhecimento sobre filosofia e política voltada para estratégia nas áreas empresariais e governamentais, mas o que na verdade me conduziu a esta opção era um desejo latente e até transcendental de aprofundar e realizar práticas sobre o pensamento oriental dentro de um contexto em que vivemos — ocidentalizado. Eu já li muito sobre Confúcio, Lao Tse Tung, Sun Tsu e Sun Pin, e estes deram uma significativa contribuição à minha personalidade, mas eu precisava sair um pouco do autodidatismo e receber todo um conhecimento passado por um verdadeiro mestre das artes orientais. E neste caso, o Shidoshi Jordan veio como uma benção hoje aos meus poucos anos de maturidade. É como uma pérola que se forma dentro de uma ostra e que leva um longo tempo para se tornar “a pérola”. Hoje eu me sinto como essa ostra, capaz de produzir uma pérola, e o Shidoshi é o tempo, que vai produzir essa pérola dentro de mim.

Assim, com os conhecimentos da filosofia e da estratégia oriental, com certeza, poderei conduzir e produzir o conhecimento necessário para formar a minha pessoa, tanto nos meios acadêmicos e empresarial, quanto no pessoal e familiar.

Sem sobra de dúvidas, o resgate e a manutenção do pensamento oriental é condição sine qua non do equilíbrio e da harmonia entre o corpo e o espírito, ainda mais no mundo cada vez mais conturbado e assustador. Hoje só espero que o tempo passe e que essa pérola, dentro de mim, surja e mostre o seu verdadeiro valor.



SBB - Como professor acadêmico, como você enxerga esse processo de reconhecimento do Bugei pelo MEC?

Eu compreendo que é uma necessidade de amadurecimento e fortalecimento da imagem do Bugei no âmbito educacional é justificável porque considero este tipo de aprendizado com o mesmo valor que outros cursos já autorizados pelo Ministério. Mas também explico que será um processo lento e tortuoso diante da visão de muitos burocratas que não enquadram o aprendizado do Bugei como semelhante ao tipo convencional e conservador que são ensinados dentro das instituições de ensino superior, aplicado até hoje no Brasil. Assim, o Bugei vem com um propósito inovador, e como toda inovação, é vista como ameaça e é censurada com descrédito porque a essência de toda inovação é mudar o eixo das coisas, é quebrar com o atual paradigma, e é reverter o status quo. Portanto, é como uma grande guerra onde será conduzida por inúmeras batalhas, mas não se deve perder o grande objetivo, caso haja pequenas derrotas. Eu louvo a iniciativa do Shidoshi porque a contribuição dele vai ficar na história, pois ele é jovem e tem muita garra para alcançar seus sonhos. Não como vaidade, mas como necessidade para que as gerações futuras encontrem no Bugei o caminho da harmonia.
 

 


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