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Entrevistamos
Julio Solér, espanhol praticante de
Katori Shinto Ryu, que veio ao Brasil
conhecer de perto a história de Ogawa
Sensei. Julio estará escrevendo um
livro sobre Koryu para ser lançado no
próximo ano. Aproveitamos esta carona
gentilmente cedida por Araki Sensei para
sabermos o que pensa e o que o fez vir
ao Brasil.
1
- Sabemos que, como amante do Koryu, o
Sr. teve acesso a vários mestres
interessantes. O que o fez vir ao
Brasil?
Há
muito que escuto falar da técnica dos
brasileiros. É comum quando se é
pesquisador se interessar por antigos
mestres. Conheci de perto as técnicas
do Kaze no Ryu Bugei através de Sano
Sensei que, se não me engano, fez
muitos cursos de luta de chão com Ogawa
Sensei. O mundo marcial é sempre
recheado de folclores e fantasias. Quis
conhecê-lo de perto já que essa pessoa
é uma lenda para Sano Sensei.
2
- E o que foi importante nesta viagem?
É
uma pena que Ogawa sensei não ministre
mais aulas, pois seria uma honra receber
instruções de alguém tão importante.
Mas, foi legal ver de perto algumas
pessoas que também escutei falar.
3
- O que o fez buscar o Katori Shinto?
O
fascínio da verdade de suas técnicas e
elaborações. Pelo que sei, o Kaze no
Ryu veio do Katori não é? Tive
oportunidade de ver muita coisa de perto
e sem dúvida a tradição do Bujutsu
ainda vive de forma séria e honrada.
4
- Quem foram seus professores, visto que
o Sr. havia comentado que não estudou
com uma só pessoa?
Iniciei
com Kobayashi Sensei em Barcelona. Ele não
era formado no Katori, mas possuía uma
forte amizade com Sugino Sensei, seu
Soke. Depois fui ao Japão onde morei
durante três anos. Conheci algumas
pessoas que estudaram com Otake Sensei,
como Shiiki Munenori, mas, meu soke
sempre foi Yoshio Sugino.
5
- O que mais o atraiu no Kaze no Ryu
Bugei?
Da
mesma forma que o Katori, a ferocidade
das técnicas e composição dos
seiteigata. Em verdade adoro tudo o que
é Koryu de verdade.
6
- Precisa vir a Goiânia para conhecer
nossa instituição...
É
verdade, mas, em princípio não
conhecia o trabalho de sua Instituição.
Segundo Araki Sensei é uma das
melhores, não é? Escutei muito falar
do Shidoshi Jordan e consegui ler alguns
de seus artigos, mas é complicado
entender português. Pretendo, quando
retornar, incluir em minha bagagem a
passagem para Goiânia. Será uma honra
treinar no dojo de vocês.
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