quinta-feira, 24 de abril de 2014

 

Textos e Ensaios de Jordan Augusto            


 

Vaidade

Admirando a ética

(Por Jordan Augusto)

 

As pessoas influenciam-nos, as vozes comovem-nos, os livros convencem-nos, os feitos entusiasmam-nos. (John Henry Newman)

Sempre fui um admirador da ética e seus seguidores. A beleza do respeito alheio e a forma de encará-los, demonstra no homem o valor aprendido.

Em um maravilhoso texto sobre ética de Luiz Fernando Veríssimo publicado no site http://www.trabalhodeetica.hpg.ig.com.br/, vemos que a atitude ética, ao contrário, é includente, tolerante e solidária: não apenas aceita, mas também valoriza e reforça a pluralidade e a diversidade, porque plural e diversa é a condição humana. A falta de ética instaura um estado de guerra e de desagregação, pela exclusão. A falta de ética ameaça a humanidade.

Em que e onde, no Brasil, está mais fazendo falta a ética? A falta e a quebra da ética ameaça todos os setores e aspectos da vida e da cultura de um país. Mas não há como negar que, na vida política, a falta ou quebra da ética tem o efeito mais destruidor. Isto se dá porque o político deve ser um exemplo para a sociedade. A política é o ponto de equilíbrio de uma nação. Quando a política não realiza sua função, de ser a instância que faz valer a vontade e o interesse coletivo, rompe-se a confiabilidade e o tecido político e social do país. O mesmo acontece quando a classe política apóia-se no poder público para fazer valer seus interesses privados. A multiplicação de escândalos políticos no Brasil só não é mais grave que uma de suas próprias conseqüências: a de converter-se em coisa banal, coisa natural e corriqueira, diante da qual os cidadãos sejam levados a concluir: “sempre foi assim, nada pode fazer isso mudar”, ou coisa ainda pior: “ele rouba, mas faz”.

Do outro lado, uma vida política saudável, transparente, representativa, responsável, verdadeiramente democrática, ou seja, ética, tem o poder de alavancar a autoconfiança de um povo e reerguer um país alquebrado e ameaçado pela desagregação.

A ética é um comportamento social, ninguém é ético num vácuo, ou teoricamente ético. Quem vive numa economia a-ética, sob um governo antiético e numa sociedade imoral acaba só podendo exercer a sua ética em casa, onde ela fica parecendo uma espécie de esquisitice. A grande questão destes tempos degradados é em que medida uma ética pessoal onde não existe ética social é um refúgio, uma resistência ou uma hipocrisia. Já que ninguém mais pode ter a pretensão de ser um exemplo moral sequer para o seu cachorro, quando tudo à sua volta é um exemplo do contrário.

As palavras são anões; os exemplos são gigantes. (Provérbio suíço)

Se és capaz de conservar a tua calma quando todos em torno de ti desnortearem e por isso te culparem,

Se és capaz de confiar em ti mesmo, quando todos os homens de ti duvidarem, mas também tolerar a dúvida deles.

Se és capaz de esperar, sem por isso te fatigares, ser caluniado, sem teres intrigas, ser odiado sem responderes ao ódio, e mesmo assim não exaltares a tua bondade e nem falares com excessiva sabedoria.

Se és capaz de sonhar sem te deixares vencer pelos teus sonhos.

Se és capaz de pensar sem resumires no pensamento o teu único objetivo.

Se és capaz de aceitar o triunfo e o fracasso, sem as distinções que os separam.

Se és capaz de ouvir a verdade que disseste, deturpada pela má fé, para assim iludir aos parvos, ou contemplar, desfeitas as coisas a que devotastes a tua vida reunindo-as e reconstruindo-as com recursos gastos;

Se és capaz de juntar tudo quanto ganhaste e tudo arriscar num golpe de aposta, perder e recomeçar novamente do início sem nunca murmurares uma palavra sobre o teu prejuízo.

Se és capaz de estimular o teu coração, nervos e músculos a te servirem mesmo depois que eles se tiverem esgotado e assim resistir quando nada mais sobrar da tua energia, exceto a vontade que exclama: “ Resiste!”.

Se és capaz de falar com as multidões e manter as tuas virtudes, freqüentar os reis sem perderes a tua simplicidade.

Se nem os inimigos nem os devotados amigos puderem ferir-te.

Se confiares em todos os homens, mas em nenhum cegamente.

Se és capaz de preencher o inexorável minuto da tua vida com os sessenta segundos que representam o seu valor passado – o mundo será teu e tudo o que ele contém, e, o que é mais ainda, serás um homem meu filho!

(Rudyard Kipling)

 

 

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