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Medicina Oriental
A
Importância do Musubi
(Por Jordan Augusto)

Para muitos praticantes das artes
que envolvem a energia Ki, esta é uma palavra que passa despercebida visto que
a busca nem sempre é paciente com o entendimento.
Para entendermos melhor o princípio
de tudo, pois o caminho de compreensão do Musubi que estudamos como fundamento
para a utilização da energia KI se dá de dentro para fora, falarei sobre essa
forma, como um todo.
A palavra Musubi, de origem
japonesa, tem como significado união, terminar, concluir, acabar; matar e
dependendo de sua forma coloquial, podemos ainda encontrar outros significados.
Ao longo de minha jornada
encontrei vários significados para tal palavra que sempre desencadeava como
unir, amarrar, tornar junto.
Bom... De uma forma ou de outra
seu significado é relevante, porém sua prática torna-se ainda
incomensuravelmente importante para o caminho das práticas que envolvem o Ki.

Entender o Musubi exige
primeiramente compreender que é uma experiência pessoal, especialmente
indicada para aqueles que buscam o equilíbrio e harmonia, para gerar
autodesenvolvimento, expansão da consciência, saúde e paz interior. Por mais
diferente que seja o objetivo, ao chegar na montanha, ninguém pode fugir do próprio
caminho, o caminho interior.
Para muitos, uma expressão forte
do Musubi no Aiklijujutsu ocorre quando o Uke, em um movimento de “Tekubitori”,
não consegue se soltar sua mão.
Permeado de mística, abstração
e conceitos esotéricos, o fenômeno do Ki através do Musubi, começou a ser
divulgado no ocidente há cerca de 50 anos. Desde então o ocidente vem
assimilando lentamente conceitos básicos desta ciência, a ponto de poder nos
dias de hoje, incorporá-los ao universo de possibilidades de abordagens, tanto
nas áreas de autodesenvolvimento como na medicina, filosofia, artes marciais e
estudos de tradições energéticas de forma geral.
O sistema energético de nosso corpo é constituído da
seguinte forma:
·
Centros energéticos
·
Vasos energéticos
·
Meridianos ou canais
·
Submeridianos
·
Meridianos Flutuantes
Centros Energéticos:
São lagos de energia que estão alinhados e interligados no interior do corpo.
Possuímos sete centros mais importantes.
Vasos Energéticos: Em número de oito percorrem o
interior do tronco, braços e pernas e estão diretamente ligados aos centros
energéticos. Formam a estrutura básica no novelo energético.
Meridianos ou Canais:
Temos doze importantes meridianos que se localizam entre a pele e os músculos.
Seu objetivo é fazer a ligação com os órgãos internos.
Submeridianos: Pequenos canais de interligação dos
meridianos.
Meridianos Flutuantes:
Com o objetivo de bloquear ou assimilar as energias do meio ambiente, esses
meridianos são formados por milhares de pequenos canais de energia que se
espalham fora do corpo (aura humana).

A função básica de todos esse sistema energético é a de
transportar ki e sangue para todas as partes do corpo. Fazer a conexão dos órgãos
internos e equilibrar Yin e Yang e, conseqüentemente, possibilitar o equilíbrio
entre o homem e o meio (natureza).
De certa forma, a ciência energética
do KI divulgada no Ocidente se concentra na área onde a transmissão conceitual
de um sistema energético via Canais de Acupuntura é de mais fácil aceitação
e por isso mesmo deixa de ser esotérica, transformando-se assim em alternativa.
Por outro lado, aos poucos é revelada a amplitude de utilização das energias
para fins de controle psicológico e aprimoramento espirituais.
Escutei mestres japoneses
executarem a prática do Musubi nas técnicas de Aikijujutsu como Alquimia
Interior.
A Alquimia Interior dos opostos não
é sinônimo do taoísmo. Ela se inspira no simbolismo do Tao. Foi desenvolvida
pelos sábios taoístas e é essencialmente um sistema coerente, metódico e
esotérico que não exige nenhuma filiação religiosa. Ela também não requer
que o discípulo se afaste da sociedade. Não existe guru, apenas mestre.

Durante a maior parte de sua história
seus métodos eram secretos. Havia diversas escolas de Alquimia Interior. O começo
da história consiste em lendas. Supõe-se que Huang Ti (2698-2597 a.C.), tenha
sido o fundador e que a partir de então foi transmitida oralmente até que Ko
Hung por volta de 320 d.C., em seu famoso livro Nei Pien, rompesse o tabu que
impedia que a tradição fosse registrada por escrito.
A Alquimia Interior do Tao trata
basicamente de energia. Embora seja um sistema que pode ser praticado por
qualquer pessoa, ele é um sistema chinês com um simbolismo chinês, abstrato
para a estrutura de pensamento ocidental. A simbologia inerente nas técnicas e
a utilização de capacidade imaginativa requerida pelo praticante pressupõem a
presença e orientação de um mestre.

Em primeiro lugar, o estudante
entra em contato com a energia existente em seu corpo e toma consciência dela.
Essa energia chama-se ki. O discípulo aprende a orientar o ki através de seus
principais canais de energia para formar um circuito dentro do corpo. Esses
canais são os meridianos da acupuntura, também apelidados de Órbitas.
Nos dois principais canais de
energia — Canal Regulador (base da espinha até ao topo do palato), e Canal
Funcional (ponta da língua até ao períneo) — a energia pode circular nos
dois sentidos, mas na maioria das pessoas esses canais podem estar bloqueados ou
enfraquecidos. Através da prática o discípulo aprende a movimentar a circulação
da energia nessa órbita.
O fluxo do ki é dirigido pela
mente. O discípulo geralmente inicia essa órbita concentrando-se num ponto atrás
do umbigo. Grande parte do trabalho posterior para chegar a formula alquímica
intermediária, conhecida como Pequena Iluminação, concentra-se nesse ponto,
chamado Tan Tien.

O Tan Tien é considerado o
centro de gravidade do corpo. Assim como o feto está ligado a mãe pelo cordão
umbilical, o praticante do Tao inicia o processo de ligar-se a Terra e ao
infinito pelo centro Tan Tien atrás do umbigo. Muitas práticas espirituais
falam da necessidade de centrar-se.
O Tan Tien está no centro do
corpo. Sua localização exata difere de pessoa para pessoa, mas em geral fica
quatro a seis centímetros atrás e pouco abaixo do umbigo. Os taoístas
acreditavam que no útero o feto humano recebe um tipo especial de ki pelo cordão
umbilical. Era o chamado ki pré-natal que circulava livremente em sua órbita
bem como em todos os 32 meridianos de energia. Depois do nascimento e com o
passar do tempo este ki perde seu controle sobre o corpo, não circula mais
livremente, os meridianos ficam bloqueados e resultam em desequilíbrios
emocionais, doenças físicas e fragilidade na velhice.
Por outro lado, Tan
Tien é o nome dado aos três principais centros de energia localizados no eixo
interno de nosso corpo:
1º) Tan Tien Superior - Localizado atrás do ponto médio
entre as sobrancelhas - Hipófise
2º) Tan Tien Médio - Localizado na região do Plexo - Coração
3º) Tan Tien Inferior - Localizado três dedos abaixo do
umbigo
Embora os três sejam utilizados na alquimia taoísta, dentro
das análises ligadas às artes marciais, quando falo em Tan Tien estou me
referindo ao Tan Tien Inferior, também chamado "Mar de Energia".
Além de ser o centro da rede de ki, o Tan Tien Inferior
funciona como um grande reservatório. Nele encontramos armazenado o nosso ki
Original - ki oriundo da fecundação.
Quando praticamos o ki através do Musubi Interno e respiramos
com a intenção no Tan Tien, o ki da respiração desce para essa área.

Segundo a Medicina Tradicional Chinesa, estando cheio o
reservatório, ele transborda para os oito vasos energéticos (vasos
maravilhosos) e posteriormente, fluindo para os doze canais (meridianos), cada
um dos quais associados a órgãos específicos. Dessa forma o ki circula por
todo o corpo ao longo de canais (muitas vezes seguindo um percurso paralelo ao
sistema cardiovascular), animando toda a matéria viva de nosso ser.
O Tan Tien portanto é claramente a base de todo o sistema
energético.
Dois dos principais objetivos são
restaurar no organismo o ki Pré-Natal e fazer com que ele circule livremente
pelos meridianos de energia. Dessa forma, o processo é considerado um
renascimento, um retorno ao estado de equilíbrio perfeito.
Assim, a primeira meta é
recuperar um corpo e mente sadio. O estudante aprende a estabelecer contato com
seus órgãos internos através de métodos e técnicas de relaxamento,
direcionamento da imaginação e transformação de energia.
Por outro lado, sem dúvida
alguma, o Musubi influenciou as técnicas circulares da tradição japonesa,
sendo estas expressas em diversas áreas impregnadas pelo zen.

O círculo representa as coisas
sem fim, cíclicas, evolutivas, perfeição de forma e função, que freqüentemente
se usa para descrever sons e sensações agradáveis ("redondo"), e em
termos de aerodinâmica são perfeitos pois diluem as forças das extremidades e
concentram energia no interior.
Energeticamente, a luz e as forças
psíquicas têm formas concêntricas circulares, com maior intensidade de
luz/energia no centro. Os chakras são vórtices no corpo humano que concentram
focos circulares de energia, por sua vez interligados em espiral formando a
kundalini.
Vários professores atribuem a
utilização do Musubi para um encontro com a energia interior, ou seja, unir-se
a sua força interior.
Em cada técnica de Aikijujutsu
deve-se compreende os cinco elementos que têm que ser severamente estudados.
Cada um possui particularidades de respiração e execução. Explicarei melhor:
Cada
civilização ou crença tem conhecimento dessa fonte natural e infinita de
energia que está presente no Universo e em cada ser vivente. Não é ligada a
qualquer sistema de crenças, religião ou filosofia e não depende de fé. É
uma técnica simples aplicada com as mãos que pode ser utilizada no dia-a-dia e
produz profundo relaxamento e energização de forma imediata, porque ela age
sobre as glândulas, orgãos internos, plexos nervosos e energéticos (chakras).
Promover um Musubi ou tornar-se uno com essas energias nos
explica que o campo energético humano ou
campo aural está ao redor do corpo de cada ser vivo, em sete capas, que são os
sete corpos. Cada capa tem sua própria função e
comunica-se com centros de energia que se chamam chakras.
Recentemente, conversando este
assunto com um renomado mestre de Bugei e profundo conhecedor da ciência do
haragei, ouvi ele afirmar que seu pai lhe ensinava que o Musubi é sinônimo de
juntar energias. Segundo ele, a classe familiar de seu pai fazia movimentos
circulares em volta do umbigo (9 movimentos no sentido horário e 9 no anti-horário)
e em seguida colocavam as mãos espalmadas também sobre o umbigo. Este exercício
visava a purificação da energia vital.
Interessantemente, havia mestres que ensinavam seus alunos
exercícios de flatulência para a expansão do hara e da energia interna. É
isto mesmo! Soltar pum!

Ogawa sensei era capaz de bater na cara de um aluno que
fizesse isto na frente das pessoas... Mas vamos lá, vamos entender:
Todo
modelo é uma construção imaginária que incorpora apenas as características
que se supõe importantes para a descrição do sistema físico em questão,
características estas selecionadas intuitivamente ou por conveniência matemática.
A validade de um modelo é determinada pela experimentação. O modelo da teoria
cinética para um gás ideal se baseia no seguinte:
·
O
gás é constituído por um número muito grande de moléculas em movimento
desordenado descrito pelas leis de Newton;
·
O
volume próprio das moléculas é desprezível frente ao volume do recipiente;
·
As
forças intermoleculares são desprezíveis, exceto nas colisões mútuas e com
as paredes do recipiente;
·
As
colisões são elásticas e de duração desprezível.
A característica mais
importante desse modelo é que as moléculas, na maior parte do tempo, não
exercem forças umas sobre as outras, exceto quando colidem. Assim, as
propriedades macroscópicas de um gás são conseqüências primárias do
movimento das moléculas e é por isso que se fala em teoria cinética dos
gases.
As conseqüências mais
importantes desse modelo são as relações:
onde N representa o número de partículas e o fator entre parênteses, a
energia cinética média das partículas. A primeira expressão relaciona a
pressão e a segunda, a temperatura absoluta à energia cinética média de
translação das moléculas. Se a pressão de um gás aumenta, a energia cinética
média de suas moléculas aumenta e também, a sua temperatura.
A distância média percorrida
por uma molécula entre duas colisões sucessivas é chamada livre caminho médio.
À medida que o volume do recipiente cresce, com a temperatura constante, o
livre caminho médio das moléculas se torna cada vez maior e as forças intermoleculares se
tornam cada vez menos efetivas. À medida que a temperatura cresce, com o volume
constante, a energia cinética média das moléculas cresce e as forças
intermoleculares se tornam cada vez menos efetivas porque o tempo de colisão
diminui. Assim, o comportamento de um gás real se aproxima do comportamento de
um gás ideal para baixas pressões e/ou altas temperaturas.
A alta compressibilidade de um gás
é explicada pelos pequenos volumes próprios das moléculas relativamente ao
espaço disponível para o seu movimento. A pressão exercida por um gás contra
as paredes do recipiente é atribuída à taxa de transferência de momentum
(quantidade de movimento) a estas paredes pelos impactos das moléculas.
As leis de Boyle e de Gay-Lussac
valem para gases ideais. Ou seja, valem para um gás real na medida em que ele
se comporta como ideal. Pela teoria cinética vimos que a pressão aumenta à
medida que o volume diminui (lei de Boyle) porque as moléculas colidem com
maior freqüência com as paredes do recipiente, e que a pressão aumenta com o
aumento da temperatura (lei de Gay-Lussac) porque a elevação da temperatura
aumenta a velocidade média das moléculas e, com isso, a freqüência das colisões
com as paredes e a transferência de momentum. O sucesso da teoria cinética
mostra que a massa e o movimento são as únicas propriedades moleculares
responsáveis pelas leis de Boyle e de Gay-Lussac.
A Teoria Cinética dos Gases Ideais
permite relacionar a pressão com as variáveis microscópicas do movimento das
moléculas, considerando que a pressão exercida por um gás sobre as paredes do
recipiente que o contém é devida aos choques de suas moléculas contra estas
paredes.
A energia cinética média das
moléculas de um gás ideal é diretamente proporcional à temperatura absoluta
deste gás. Costuma-se dizer que a temperatura é uma medida da energia cinética
média das moléculas ou átomos do corpo.
Conforme a Lei Zero da Termodinâmica,
a temperatura deve estar relacionada com uma grandeza física que caracterize o
estado de um corpo e que seja igual para dois corpos quaisquer que se encontrem
em equilíbrio térmico. Assim, é a energia cinética média do movimento de
translação das partículas (átomos ou moléculas) do corpo que possui esta
propriedade excepcional. Se, em média, os valores da energia cinética são
iguais para as partículas de dois corpos, não existe fluxo efetivo de energia
entre eles.
Por outro lado, a velocidade do
som em um certo gás deve ser da mesma ordem de grandeza da velocidade quadrática
média das moléculas desse gás porque a velocidade do som é a velocidade de
propagação das perturbações de densidade no interior do gás e,
microscopicamente, o movimento das moléculas constitui o mecanismo de
transporte destas perturbações.
No modelo cinético para um gás
ideal, cada molécula possui apenas movimento de translação. Como este
movimento pode ser decomposto em três movimentos ortogonais, dizemos que cada
molécula tem três graus de liberdade.
Por outro lado, podemos ver que,
para cada grau de liberdade de translação, uma molécula tem uma energia.
Assim, a energia interna de um gás ideal, isto é, a soma das energias de todas
as moléculas que o constituem.
Para uma melhor descrição dos
gases reais, principalmente quanto aos seus calores específicos, é necessário
levar em conta outros graus de liberdade como, por exemplo, os graus de
liberdade de rotação (para moléculas não esféricas), de vibração (para
moléculas não rígidas), etc. Se o resultado acima for estendido a estes
outros graus de liberdade temos o teorema de equipartição de energia.
A cada grau de liberdade da molécula,
qualquer que seja a natureza do movimento correspondente, está associada uma
energia.
De qualquer forma, para gases
reais a energia interna pode depender de outros fatores além da temperatura
absoluta. Mas, para um gás ideal, a energia interna é função apenas da
temperatura absoluta. Esta propriedade dos gases ideais é observada na experiência de expansão livre.
Após esta explicação que
contei com maravilhosas explicações de amigos físicos e acesso a livros fantásticos,
compreendo que pode até ser interessante a transmissão de gases, mas se Musubi
para muitos resulta em “pum”, é melhor praticarmos outra técnica de Musubi.
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