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Como
toda arte militar (bujutsu)
japonesa, o Kaze no Ryu Bugei é regido por um tradicional sistema hierárquico,
que consiste em uma série de graduações e cargos, que identificam o nível de
conhecimento alcançado pela pessoa e sua função dentro da instituição,
respectivamente.
Ao
contrário do que se imagina, as formas antigas de graduação denominadas
"Menkyo" (licença, autorização) eram oferecidas ao aluno que
completasse toda a grade curricular daquele Ryu (estilos). No Kaze no Ryu Bugei,
o sistema adotado é: shoden, chuden e okuden, tal como era feito nas escolas
antigas da linhagem.
No
entanto, quando um mestre passava a um aluno realmente todos os seus
conhecimentos, esse certificado não era mais o Menkyo, mas o "Mokuroku".
O aluno, então, tornava-se o pupilo daquele determinado mestre.
Desde
o Pós-Meiji e da adaptação das artes ao sistema moderno (Gendai Budo), essa
forma de graduação (menkyo) é utilizada somente pelas escolas mais antigas.
É
interessante lembrar que as formas adotadas pelas escolas de bujutsu são as
baseadas nas qualificações feudais dos antigos Ryu. No
Kaze no Ryu Bugei e nas outras linhagens oriundas do O-Chikara, o sistema
hierárquico é regido também pelos caminhos sacerdotais seguidos pelo aluno
interno (adepto da religião da linhagem).
Já
o
sistema Dankyu, adotado pelas artes que compõe o sufixo "do" (judo,
aikido, karate do, kendo), levou ao ocidente a forma de raciocínio de uma
hierarquia moderna pela qual a maturidade do aluno era alcançada a partir da faixa
preta.
Nos
sistemas antigos, não existe a utilização da "obi" (faixa), embora
tenha sido adotado por algumas escolas após 1980, como forma de diferenciação,
devido ao grande crescimento de adeptos e praticantes dessas respectivas artes.
Ainda
assim, não eram utilizadas muitas faixas coloridas, permanecendo somente quatro tipos
em seu currículo total: branca, preta, vermelha e coral.
Ainda existe, por parte das escolas tradicionais, uma
resistência quanto à utilização da obi, Tais escolas adotam a sua versão antiga -
a "hara obi", mais larga, e que visa o controle da energia (ki) no
ventre (hara).
Porém,
títulos de estágios e honra são atribuídos àqueles que lutam pela
conservação da tradição em si. Existem, portanto, mestres e Mestres. Mestres
que conquistaram o seu lugar devido a exaustivos treinamentos e mestres que
receberam do Soke daquele Ryu um título de honra apenas.
No
Kaze no Ryu Bugei, permanece a forma menkyo antiga, porém sua forma de
elevação na Arte respeita as limitações e os avanços dos alunos iniciados
na religião, um vez que a graduação desses está intimamente ligada ao O-Chikara.
Logo,
nem todo mestre formado no estilo Kaze no Ryu Bugei é um mestre das artes de
guerra, pois existem aqueles que seguem apenas o caminho do sacerdócio.
Em
1935, com a chegada da famíia Ogawa no Brasil, o Bugei contribuiu para muitos
mestres que não conheciam o sistema antigo de graduação.
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