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Na
2a. etapa da imigração, compreendida entre 1925 a 1941, cerca de
150 mil japoneses se estabeleceram no nordeste do Estado de São Paulo, norte do
Paraná e Amazonas.
Nessa
época, o modelo Ibeliana de agricultura brasileira, já ultrapassado, estava
sendo modernizado por 2 milhões de imigrantes estrangeiros.
Dos
190 mil japoneses do período de 1908 a 1941, muitos para cá vieram no intuito
de enriquecer e voltar rapidamente para o país de origem. Eles, porém, não
esperavam que os métodos arcaicos da cultura cafeeira brasileira, somados à
condição de colonos ou meeiros, sem muita prática, pudessem produzir os
resultados desejados a curto prazo. Com isso, caiu por terra o sonho de voltar
para o Japão após os 2 ou 3 primeiros anos. Isto muito decepcionou, mas não
foi motivo para desânimo. Muito persistentes, eles pesquisaram e desenvolveram
novos métodos que muito influenciaram no progresso da nossa lavoura em geral.
Os imigrantes italianos preocuparam-se, de início, em produzir alimentos de
consumo diário e depois partiram para produção comercial em grandes escalas.
Ao
contrário deles, os japoneses partiram de imediato para a produção em grande
escala, formando grandes núcleos, o que foi o primeiro passo para formação de
cooperativas.
Dos
anos de 1920 a 1940, a lavoura cafeeira brasileira caiu vertiginosamente devido
às condições climáticas adversas e a outros fatores correlatos, a ponto de
comprometer seriamente a economia do país. Esta situação fez com que houvesse
investimentos em outras culturas, como o algodão, o arroz, entre outros, e já
antes do 2° conflito mundial, o Brasil exportava grande parte da produção de
algodão para o Japão.
Formavam-se
grupamentos de colônias nas zonas rurais, próximos das cidades onde se
cultivavam produtos hortifrutigranjeiros. Enquanto isso, outros grupos, não-japoneses,
partiram para cultura de cana-de-açúcar, criação de gado leiteiro e
industrialização de seus produtos.
A
modernização da lavoura brasileira, nas mãos dos japoneses, evoluiu a ponto
do Ministério da Agricultura anunciar, em 1935, que 70% dos produtos agrícolas
nacionais eram oriundos do trabalho japonês.
A
oficialização das cooperativas agrícolas pelo governo se deu em 1932, mas,
bem antes disso, os produtores japoneses organizaram 33 cooperativas.
Atualmente, existem em todo território nacional cerca de 1270 grupos
cooperativistas, dentre os quais a cooperativa agrícola de Cotia e a
cooperativa Sul-Brasil se destacam como as maiores e mais importantes.
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