terça-feira, 6 de janeiro de 2009

 

Segunda Etapa - Imigrantes             

 

Na 2a. etapa da imigração, compreendida entre 1925 a 1941, cerca de 150 mil japoneses se estabeleceram no nordeste do Estado de São Paulo, norte do Paraná e Amazonas.

Nessa época, o modelo Ibeliana de agricultura brasileira, já ultrapassado, estava sendo modernizado por 2 milhões de imigrantes estrangeiros.

Dos 190 mil japoneses do período de 1908 a 1941, muitos para cá vieram no intuito de enriquecer e voltar rapidamente para o país de origem. Eles, porém, não esperavam que os métodos arcaicos da cultura cafeeira brasileira, somados à condição de colonos ou meeiros, sem muita prática, pudessem produzir os resultados desejados a curto prazo. Com isso, caiu por terra o sonho de voltar para o Japão após os 2 ou 3 primeiros anos. Isto muito decepcionou, mas não foi motivo para desânimo. Muito persistentes, eles pesquisaram e desenvolveram novos métodos que muito influenciaram no progresso da nossa lavoura em geral. Os imigrantes italianos preocuparam-se, de início, em produzir alimentos de consumo diário e depois partiram para produção comercial em grandes escalas.

Ao contrário deles, os japoneses partiram de imediato para a produção em grande escala, formando grandes núcleos, o que foi o primeiro passo para formação de cooperativas.

Dos anos de 1920 a 1940, a lavoura cafeeira brasileira caiu vertiginosamente devido às condições climáticas adversas e a outros fatores correlatos, a ponto de comprometer seriamente a economia do país. Esta situação fez com que houvesse investimentos em outras culturas, como o algodão, o arroz, entre outros, e já antes do 2° conflito mundial, o Brasil exportava grande parte da produção de algodão para o Japão.

Formavam-se grupamentos de colônias nas zonas rurais, próximos das cidades onde se cultivavam produtos hortifrutigranjeiros. Enquanto isso, outros grupos, não-japoneses, partiram para cultura de cana-de-açúcar, criação de gado leiteiro e industrialização de seus produtos.

A modernização da lavoura brasileira, nas mãos dos japoneses, evoluiu a ponto do Ministério da Agricultura anunciar, em 1935, que 70% dos produtos agrícolas nacionais eram oriundos do trabalho japonês.

A oficialização das cooperativas agrícolas pelo governo se deu em 1932, mas, bem antes disso, os produtores japoneses organizaram 33 cooperativas. Atualmente, existem em todo território nacional cerca de 1270 grupos cooperativistas, dentre os quais a cooperativa agrícola de Cotia e a cooperativa Sul-Brasil se destacam como as maiores e mais importantes.




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