A economia brasileira do século XVI e
XVII caracterizava-se pelo cultivo de cana-de-açúcar, cujo trabalho era tocado
pelas mãos dos escravos trazidos da África.
Já na metade do século XVIII, a
cana-de-açúcar dava lugar a cafeicultura, em que o Estado de São Paulo era o
principal produtor, sobrepujando o Estado do Rio de janeiro.
Em 1888, com a assinatura da lei Áurea
no Brasil pela princesa Isabel, abolindo a escravidão no país, acelerou-se o
processo político e daí para a república foi um curto passo.
O Brasil, sem os "braços" dos
escravos, tinha que substituí-los para tocar a lavoura cafeeira, por isso,
incentivou a vinda dos europeus, principalmente a imigração italiana. De 1888
a 1895, só no Estado de São Paulo, chegaram cerca de 600 mil italianos, mas,
na época, eles não se adaptaram aos costumes e estranharam o tratamento
recebido. O governo italiano então cancelou a imigração.
Em substituição a imigração
européia, em 1895, o governo brasileiro iniciou a negociação com o governo
japonês no sentido de incentivar a vinda dos japoneses, o que só se
concretizou em 1908.
Nos anos de 1900 a 1905, a lavoura
japonesa experimentou uma crise institucional profunda, causada pelas
condições climáticas adversas e, principalmente, pela guerra Japão x
Rússia.
Não obstante a alegria e a paz terem
voltado a reinar no país após a grande vitória do Japão sobre a Rússia, em
16 de outubro de 1905, o povo japonês continuou sentindo os efeito da crise,
como por exemplo, a escassez de matéria prima para a agricultura. Esta crise
fora desencadeada, entre outros motivos, pela saturação do povo devido à
guerra travada.
Nos anos de 1906 a 1907, tentou-se a
imigração para os Estados Unidos, tendo como destino o Havaí, mas, devido à
situação política deste país ser adversa à realidade da época, em 1908 foi
suspensa a ida dos japoneses para lá. Isto veio a acelerar e concretizar,
definitivamente, a imigração japonesa para o Brasil.

Em 18 de junho de 1908, desembarcava no porto de Santos,
158 famílias com 781 pessoas trazidas pelo navio Kasato Maru. Considerado o
período até 1919 como a primeira etapa desse movimento migratório, calcula-se
em 40 mil o número de imigrantes japoneses que se fixaram na região nordeste
do Estado de São Paulo.