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Na maioria das casas
japonesas ainda se conserva o interior de tatami, feito de palha de junco ou
como antigamente feito de palha de arroz.
Tatami omote é a
parte de fora. Considerada a mais magra das palhas, é costurada sobre as palhas
de arroz. É a parte que se utiliza para a ornamentação estética do tatami.
Quando este tatami se desgasta com o tempo, troca-se apenas a capa, ou a parte
mais fina.
O tatami omote não
é feito com a palha de arroz, como muitas pessoas chegaram a pensar e algumas
ainda pensam, mas dos talos mais macios do junco que crescem em áreas mais úmidas.
Os talos são
cuidadosamente escolhidos um a um e depois de limpos são colocados para secar.
São apertados para fazer uma esteira bem macia e magra.
A escolha deste
material, como os outros tradicionais, para alvo de tameshigiri, traz um
beneficio em especial: esteiras feitas de outro material podem prejudicar a técnica
e torná-la rústica e grosseira. A terra ou sujeira que pode conter no interior
das esteiras, com o tempo, pode facilmente substituir os abrasivos e prejudicar
a lâmina que é a alma da espada.
O
tatami omote é dividido em quatro estágios.
O mais alto grau é
o Tokutokujo, em seguida estão tokujo, jo e nami. As esteiras do tokutokujo são
as mais usadas nos templos do governo e as casas mais ricas. As esteiras do
tokujo e jô são comuns no dia-a-dia japonês.
A maioria das
pessoas hoje em dia que praticam o tameshigiri tem utilizado o tokujo e jô.
Hoje
em dia já existem lojas que produzem esteiras de qualidade que chega ao grau de
tokujo, sendo apertada firmemente e formando um excelente tecido, que se torna
um ótimo alvo para tameshigiri.

Fonte:
Augusto, Jordan. Kenjutsu, a Arte da Espada. Vol. 1. Ed. Kanji, 2001.
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