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Na era Kamakura, no Japão, houve um período
de constantes transformações para um povo que habitava uma região
extremamente fria e montanhosa (hoje Hokkaido), e que vivia sob constantes
batalhas.
A necessidade de buscar a evolução,
tanto do corpo quanto da mente, direcionou o horizonte desse povo, que encontrou
na própria natureza a razão de progredir.
Por ter um biótipo aquém das
necessidades vigentes nesse período, os shizen (povo da floresta) se integraram
a todos os componentes regentes da natureza, desenvolvendo exercícios baseados
na respiração como fonte de absorção do KI (energia vital), com posturas e
movimentações que abrangiam tanto os animais como a natureza em um todo.
Com a observação de todos esses
elementos, pode-se averiguar que cada animal, planta e todos os outros atributos
da natureza, movimenta-se e se harmoniza com o universo de forma diferente do
ser humano. Esses indivíduos passaram a se espelhar e a copiar tudo o que viam,
adquirindo assim as mesmas capacidades, como a agilidade de um tigre, a
flexibilidade de um bambu, a força de um rio, o equilíbrio da garça, a leveza
de um preguiça e até mesmo os alongamentos de um macaco.
A partir de
toda esta prática, foram desenvolvidas várias seqüências, hoje conhecidas
como métodos que, além de simples exercícios, tornaram-se uma terapia, meditação
e até mesmo uma medicina, tendo a capacidade de controlar problemas como
stress, hipertensão, problemas cardiovasculares e até mesmo respiratórios, além
de tantos outros.
Com
a utilização de uma música de alta sensibilidade, une-se então a
musicoterapia com a prática do “Taiso”, formando um agregado de suma importância,
que leva ao ser humano do século XXI, a capacidade de se harmonizar com seu próprio
interior, num mundo que beira o caos, tornando-o mais sociável com tudo ao seu
redor.
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