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Para um país
como o Japão, que é um arquipélago, nadar é tão natural e necessário
quanto respirar. Para o guerreiro, era uma arte que poderia e, de fato, era
utilizada em combate. Os campos de batalha eram, não raro, entremeados por
riachos, lagos e campos inundados de arroz. Muitas batalhas importantes
ocorreram perto das longas extensões de água que separam uma ilha da outra.
Portanto, desde os tempos antigos, o homem se rende às dificuldades que o
confronto dentro da água lhe oferece.
Com a
modernidade e a invenção dos equipamentos, o homem pôde se deslocar com
facilidade embaixo da água e explorar mundos ainda não conhecidos. Porém,
antes disso, nada se podia fazer.
Houve então
a necessidade de um desenvolvimento que proporcionasse ao homem medieval a condição
de combater mesmo dentro da água.
Seu currículo
incluía nadar, flutuar, submergir e outras técnicas que, em princípio,
fizeram muita diferença. À medida que tais técnicas foram aperfeiçoadas, o
homem desenvolveu formas específicas de movimentações dentro da água que lhe
dariam a condição de vencer um inimigo neste ambiente, armado ou não. Certos
exercícios, desenvolvidos pelo Mukai Ryu, consistiam em fazer o guerreiro
atravessar um rio, segurando um leque de papel fora d'água, sem que esse se
molhasse. Outras escolas, como o Kankai Ryu, desenvolveram técnicas de
natação em mar aberto - que incluía nadar em posição semi-ereta,
através de um poderoso movimento de pernas (maki-ashi).
Tal técnica
fez com que, mais tarde, espiões e outras classes de mercenários obtivessem êxito
em suas investidas diárias.
Nos dias
atuais, pouco se conhece sobre tal arte, e tudo o que se encontra foram adaptações
partidas de princípios históricos que contribuíram para o que chamamos hoje
de Suiren.
Estudiosos
acreditam que, nos dias atuais, o que se encontra é uma nova forma de Suiren,
que tenta remontar os primórdios.
De qualquer
forma, ainda se fala e se estuda manobras desta antiga arte que, com a
modernidade das técnicas desenvolvidas pela natação, quase que se tornaram
obsoletas, ficando o encargo único e específico da tradição.
Ogawa Sensei,
precursor do Bugei no Brasil, ensinou apenas algumas manobras em forma de kata,
pois acreditava que muitos se aproveitaram da não-constatação dos fatos e
criaram seus próprios métodos. Ogawa
Sensei ensina apenas o que aprendeu com Saburo, que incluem apenas quatro kata.
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