sábado, 4 de fevereiro de 2012

 

"Sua Mente é Perfeita" - por Ken Keyes Jr.             


Lembre-se, sempre, de que sua mente é “perfeita”. A programação de apego é que está criando o problema. É vital que você separe o “mecanismo” da sua mente (que é excelente) dos programas particulares, com que ela se envolve (que estão causando problemas).

Imagine um computador de um milhão de dólares - um instrumento maravilhoso. Analogamente, sua mente é um instrumento maravilhoso, que vale mais de um milhão de dólares. Um computador, porém, não funciona sozinho. Ele precisa de instruções programadas ou, como se diz, de jogos para desenvolver. Imagine, agora, que as instruções que você coloca nesse maravilhoso computador são contraditórias e ineficientes. Se você colocar lixo no computador, vai receber lixo! O maravilhoso funcionamento do seu excelente biocomputador pode ser invalidado, transformando-se numa produção de lixo, caso não seja programado adequadamente.

Quando estamos envolvidos com programas de apego, criamos constantemente a confusão. Somos belos e cativantes mas os sentimentos, pensamentos, palavras e ações produzidos pelas nossas mentes, quando envolvidos com apegos, criam um inferno na nossa vida. Mesmo esta experiência de “inferno” pode, contudo, ser considerada satisfatória - porque ela aponta vivamente para as maneiras pelas quais precisamos atualizar a nossa programação. Podemos usá-la para o nosso desenvolvimento.

A mente é como um equipamento de som de alta qualidade, no qual colocamos um disco arranhado e de qualidade inferior (nossa programação de apego). Como o equipamento de som é excelente, ele reproduzirá com perfeição o que o disco tem de horrível. Como a nossa mente é excelente, ela reproduz com perfeição a programação de apego causador da separação que recolhemos e estamos carregando na nossa jornada pela vida.

A expansão da consciência ocorre de forma mais rápida quando nos tornamos receptivos para perceber o quanto somos belos - e quando compreendemos a nossa bondade interior fundamental. Tudo do que precisamos para aumentar o nosso nível de satisfação é aprender a reconhecer e a manipular nossos apegos. Depois, no momento seguinte, podemos nos esforçar para elevar nossa programação de apego ao nível de uma programação preferencial, visando aumentar ainda mais o nosso nível de felicidade.

Os apegos interferem no equilíbrio

Quando a mente segue uma programação de apego, o equilíbrio de determinados fatores de entrada é enormemente alterado. Os sentimentos emocionais de separação dominam grande parte da nossa percepção. Quando estamos envolvidos com o apego, nosso corpo pode reagir com dor de cabeça, tensão na nuca, rigidez no peito, dor na região lombar, indisposição estomacal, pressão sangüínea elevada, úlceras etc.

Os sentimentos alegres ou neutros são substituídos pela raiva, pelo medo, pelo ciúme, pelo ressentimento, pela irritação, pela preocupação, pelo desgosto, pela frustração, pelo desprezo, pelo enfado e por um grande número de outras emoções causadoras de separação que, quando se prolongam, criam a experiência que reconhecemos como infelicidade.

Esses sentimentos causadores de separação estimulam a mente racional a justificar, racionalizar e nos manter presos aos nossos desejos.

Perdemos o equilíbrio, o discernimento e a sabedoria quando nossa mente racional insiste em nos dizer que estamos certos e que os outros estão errados. Irrompemos numa torrente de palavras, enquanto o ego se defende da ameaça real ou subentendida aos nossos territórios de apego. Desse modo, ocorre um aumento da atividade de mente racional, quando ela está sendo conduzida por um apego.

A mente racional não é um instrumento adequado para a busca da verdade. Esta é uma função da sabedoria intuitiva que já existe dentro de nós. Quando estamos envolvidos com uma programação de apego, as portas da nossa percepção estão fechadas para os indícios sutis das comunicações que estamos fazendo, ao não indicarem com precisão “o que existe”.

Na maioria dos casos em que estamos envolvidos com o apego, nossa mente racional está basicamente ligada ao fato de estar certa e os outros errados.

Talvez a maior distorção seja cansada pela enorme redução da área da percepção que capta “o que existe”.

Isso é especialmente distorcido, porque a mente tem a ilusão de que está corretamente sintonizada com “o que existe”. Quando envolvida com um apego, ela tenderá a perceber apenas o que afeta o desejo para o qual está voltada no momento. Por conseguinte, em vez de ter uma visão de trezentos e sessenta graus do “que existe”, os mecanismos de percepção da nossa mente criam uma “visão afunilada” da realidade.

À medida que a programação de apego é ativada, a mente interrompe seu estado de alerta com relação ao que existe e põe em ação seus “açoites” emocionais para nos levar a “lutar ou fugir”. Os sentimentos emocionais que causam a separação são enfatizados no nosso campo de percepção e a nossa visão global do mundo diminui. A mente deixa de, sábia e intuitivamente, incorporar às nossas vidas “o que existe” agora. Em vez disso, ela é dominada pela sobrecarga ocasionada por poderosos fluxos de energia emocional, como a raiva, o medo e o ciúme.

Quando o mundo não corresponde aos apegos programados na nossa mente, nosso mecanismo mental age como um aspirador de pó de 110 volts ligado por engano numa tomada de 220 volts. O resultado é a neurose - fato normal na nossa cultura.

A programação preferencial habilita nossa mente a funcionar através da percepção intuitiva, o que nos ajuda a conciliar fatores relevantes e a obter o máximo possível para a nossa vida. Quando estamos envolvidos com programações de apego, as dificuldades insignificantes se transformam em montanhas e, com freqüência, as ignoramos.

Não existe fim para as ilusões que um apego é capaz de produzir.

Não há limite para o exercício de profecias a partir dessas ilusões, que vão de encontro ao que acreditamos. Se temos a ilusão de que alguém nos odeia, é extremamente provável que sintamos, pensemos e digamos coisas que indiquem o quanto nos sentimos separados dessa pessoa. Então, não deve causar grande espanto o fato de descobrirmos que essa pessoa irá cumprir, com precisão, a nossa profecia de que nos odeia.

Desse modo, a mente pode se tomar “certa” mesmo quando está errada.

 


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