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Lembre-se, sempre, de que sua mente é
“perfeita”. A programação de apego é que está criando o problema. É
vital que você separe o “mecanismo” da sua mente (que é excelente) dos
programas particulares, com que ela se envolve (que estão causando problemas).
Imagine
um computador de um milhão de dólares - um instrumento maravilhoso.
Analogamente, sua mente é um instrumento maravilhoso, que vale mais de um milhão
de dólares. Um computador, porém, não funciona sozinho. Ele precisa de instruções
programadas ou, como se diz, de jogos para desenvolver. Imagine, agora, que as
instruções que você coloca nesse maravilhoso computador são contraditórias
e ineficientes. Se você colocar lixo no computador, vai receber lixo! O
maravilhoso funcionamento do seu excelente biocomputador pode ser invalidado,
transformando-se numa produção de lixo, caso não seja programado
adequadamente.
Quando
estamos envolvidos com programas de apego, criamos constantemente a confusão.
Somos belos e cativantes mas os sentimentos, pensamentos, palavras e ações
produzidos pelas nossas mentes, quando envolvidos com apegos, criam um inferno
na nossa vida. Mesmo esta experiência de “inferno” pode, contudo, ser
considerada satisfatória - porque ela aponta vivamente para as maneiras pelas
quais precisamos atualizar a nossa programação. Podemos usá-la para o nosso
desenvolvimento.
A
mente é como um equipamento de som de alta qualidade, no qual colocamos um
disco arranhado e de qualidade inferior (nossa programação de apego). Como o
equipamento de som é excelente, ele reproduzirá com perfeição o que o
disco tem de horrível. Como a nossa mente é excelente, ela reproduz com
perfeição a programação de apego causador da separação que recolhemos e
estamos carregando na nossa jornada pela vida.
A
expansão da consciência ocorre de forma mais rápida quando nos tornamos
receptivos para perceber o quanto somos belos - e quando compreendemos a nossa
bondade interior fundamental. Tudo do que precisamos para aumentar o nosso nível
de satisfação é aprender a reconhecer e a manipular nossos apegos. Depois,
no momento seguinte, podemos nos esforçar para elevar nossa programação de
apego ao nível de uma programação preferencial, visando aumentar ainda mais o
nosso nível de felicidade.
Os
apegos interferem no equilíbrio
Quando
a mente segue uma programação de apego, o equilíbrio de determinados fatores
de entrada é enormemente alterado. Os sentimentos emocionais de separação
dominam grande parte da nossa percepção. Quando estamos envolvidos com o
apego, nosso corpo pode reagir com dor de cabeça, tensão na nuca, rigidez no
peito, dor na região lombar, indisposição estomacal, pressão sangüínea
elevada, úlceras etc.
Os
sentimentos alegres ou neutros são substituídos pela raiva, pelo medo, pelo ciúme,
pelo ressentimento, pela irritação, pela preocupação, pelo desgosto, pela
frustração, pelo desprezo, pelo enfado e por um grande número de outras emoções
causadoras de separação que, quando se prolongam, criam a experiência que
reconhecemos como infelicidade.
Esses
sentimentos causadores de separação estimulam a mente racional a justificar,
racionalizar e nos manter presos aos nossos desejos.
Perdemos
o equilíbrio, o discernimento e a sabedoria quando nossa mente racional insiste
em nos dizer que estamos certos e que os outros estão errados. Irrompemos numa
torrente de palavras, enquanto o ego se defende da ameaça real ou subentendida
aos nossos territórios de apego. Desse modo, ocorre um aumento da atividade de
mente racional, quando ela está sendo conduzida por um apego.
A
mente racional não é um instrumento adequado para a busca da verdade. Esta é
uma função da sabedoria intuitiva que já existe dentro de nós. Quando
estamos envolvidos com uma programação de apego, as portas da nossa percepção
estão fechadas para os indícios sutis das comunicações que estamos fazendo,
ao não indicarem com precisão “o que existe”.
Na
maioria dos casos em que estamos envolvidos com o apego, nossa mente racional
está basicamente ligada ao fato de estar certa e os outros errados.
Talvez
a maior distorção seja cansada pela enorme redução da área da percepção
que capta “o que existe”.
Isso
é especialmente distorcido, porque a mente tem a ilusão de que está
corretamente sintonizada com “o que existe”. Quando envolvida
com um apego, ela tenderá a perceber apenas o que afeta o desejo para o
qual está voltada no momento. Por conseguinte, em vez de ter uma visão de
trezentos e sessenta graus do “que existe”, os mecanismos de percepção da
nossa mente criam uma “visão afunilada” da realidade.
À
medida que a programação de apego é ativada, a mente interrompe seu estado de
alerta com relação ao que existe e põe em ação seus “açoites”
emocionais para nos levar a “lutar ou fugir”. Os sentimentos
emocionais que causam a separação são enfatizados no nosso campo de percepção
e a nossa visão global do mundo diminui. A mente deixa de, sábia e
intuitivamente, incorporar às nossas vidas “o que existe” agora. Em vez
disso, ela é dominada pela sobrecarga ocasionada por poderosos fluxos de
energia emocional, como a raiva, o medo e o ciúme.
Quando
o mundo não corresponde aos apegos programados na nossa mente, nosso mecanismo
mental age como um aspirador de pó de 110 volts ligado por engano numa tomada
de 220 volts. O resultado é a neurose - fato normal na nossa cultura.
A
programação preferencial habilita nossa mente a funcionar através da percepção
intuitiva, o que nos ajuda a conciliar fatores relevantes e a obter o máximo
possível para a nossa vida. Quando estamos envolvidos com programações de
apego, as dificuldades insignificantes se transformam em montanhas e, com freqüência,
as ignoramos.
Não
existe fim para as ilusões que um apego é capaz de produzir.
Não
há limite para o exercício de profecias a partir dessas ilusões, que vão de
encontro ao que acreditamos. Se temos a ilusão de que alguém nos odeia, é
extremamente provável que sintamos, pensemos e digamos coisas que indiquem o
quanto nos sentimos separados dessa pessoa. Então, não deve causar grande
espanto o fato de descobrirmos que essa pessoa irá cumprir, com precisão, a
nossa profecia de que nos odeia.
Desse
modo, a mente pode se tomar “certa” mesmo quando está errada.
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