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O
domínio técnico na fabricação do aço para espadas de qualidade ocorreu
durante o oitavo século. Até mesmo os exemplos mais antigos, destacados por uma
estrutura laminada forjada com cerca de dez mil camadas alternadas e possuindo
um conteúdo de carbono, são excepcionais.
A
margem incisiva da estrutura da espada japonesa possui uma dureza característica,
porém, com uma maciez que lhe traz também uma flexibilidade considerável.
O
estágio final da fabricação de uma espada é temperando e polindo-a, ambas
realizadas com técnicas únicas no Japão, e resultando em uma acentuação de
modelos conhecidos como “hamon”, (modelos de têmperas) na superfície da
espada. Sendo um dos mais belos recursos da espada japonesa, o hamon também
permite a identificação de sua origem.
Marcas
(iasurime) gravadas no Nakago da lâmina, a forma, o estilo de acabamento, a
textura, o temperamento e a coloração do aço são feitos dentro da consideração
de se criar uma espada.
A
assinatura do espadeiro ou fabricante de espada está também freqüentemente
sobre o nakago.
Embora
a alta qualidade de fabricação de espadas esteja no oitavo século, a idade
dourada do espadeiro foi de 1050 para 1400.
A
história da fabricação da espada pode ser rudemente dividida dentro do período
Koto (espada velha) entre o século X e o século XVI; e do Shinto (espada
nova), após o século XVII, quando os daymio, encorajaram um renascimento da
arte da espada.
As
espadas mais novas cujos modelos de temperamentos seletos foram também obtidos
são, além das katana, as espadas tachi, utilizadas por guerreiros, wakizashi,
yari, naginata, assim como, tsuba e outros utensílios de metal.
A
espada japonesa está para a alma do samurai assim como a lâmina está para a
katana. Todas
as outras partes podem ser consideradas secundárias, mesmo sendo consideradas
utensílios responsáveis pela montagem e firmeza da lâmina.
Esse
conjunto secundário é conhecido como Koshirae. São eles: kodogu, tsuka, e
tsukamaki, habaki, saya.
São
colaborações de diferentes artistas e artesões em suas especialidades
individuais, pois o katanakaji e o togishi trabalham na lâmina.
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