Talvez
esta seja a mais popular de todas as artes apresentadas no programa antigo do
Bugei.
O
Jujutsu, durante séculos, foi a grande arma secreta do exército japonês, que
a manteve em seu currículo até a Segunda Grande Guerra.
A
sua origem se perde no tempo nos deixando rastros de que tenha surgido na Índia
ou mesmo vinda dos índios japoneses.
De
uma forma ou de outra, a arte suave ou flexível, como é traduzido o Jujutsu,
difere muito da forma apresentada na época contemporânea.

Tal
arte passou por uma reformulação na era Meiji onde foi incluída nas artes do
Gendai Budo ou Formas das Artes Modernas.
A
arte criada por Jigoro Kano, denominada de Judo - Caminho Suave, anos depois,
também voltou a ser chamada de Jujutsu.
O
Jujutsu tradicional está incluído no programa de Koryu, que visa a
conservação das formas clássicas iniciais.
O
antigo estava voltado à manutenção do pensamento vivo do bujutsu como
propriedade defensiva em campos de batalha. Sendo assim, não pode ser
considerado esporte nem tão pouco moderno.
O
jujutsu que o mundo ocidental conheceu após a era Meiji é o que denominamos de
Gendai Budo.
Referências
diretas dos registros das maiores escolas de Bujutsu e nas crônicas do antigo
Japão indicam que muito dos métodos de combate sem armas foram desenvolvidos e
aplicados pelos japoneses durante a "longa noite feudal" e um número
significativo destes métodos se tornaram importantes no treinamento do
guerreiro.
Por
definição um método de combate desarmado representa um modo sistemático e
engenhoso em aplicar o corpo humano como arma.
Esse
tipo de combate sem a utilização de armas foi adotado, em primeira ordem, para
resolução dos problemas de confrontos violentos.
Combates
armados e desarmados parecem ter coexistido desde o princípio da história
suplementando, integrando, ou substituindo um ao outro de acordo com a demanda
do tempo, lugar e circunstâncias.
De
fato, a observação de que o corpo humano poderia operar com habilidade em
combate como uma arma primária, e que a maestria de seus elementos e
funcionabilidades seria capaz de fazer com que um homem subjugasse outro homem
violentamente, enquanto simultaneamente aplicasse isto em defesa própria.
A
Ogawa Shizén Kay, que é progenitora da Sociedade Brasileira de Bugei, é
tradicional na conservação dos kata iniciais e as formas estabelecidas de
Koryu.
Saburo
Ogawa, conhecido como grande samurai de rara habilidade, ensinou aos filhos as
artes de guerra, e anos depois, estes desembarcariam no Brasil.
Ogawa
sensei durante anos esteve entre as maiores autoridades mundiais de Jujutsu e
suas derivações. Porém, poucos o reconheciam como tal, sendo que as maiores
autoridades japonesas citavam seu nome sempre ligando-o ao Brasil.
Talvez
pela xenofobia vivida pelos japoneses em relação aos imigrantes, Ogawa sensei
demorou anos para que seu nome fosse de fato reconhecido como um dos melhores.
Porém, suas habilidades eram relacionadas ao nome do pai (Saburo Ogawa).
O
fato de sua família ser tradicional não pesou para o desenvolvimento pessoal
de Ogawa Hiroshi devido à distância existente entre Japão e Brasil.
A
comunicação entre os dois países sempre era feita de forma precária.
Sendo
assim, somente após o ano de 1978, que os japoneses começaram a visitar o
Brasil para conhecerem a fantástica técnica apresentada por Ogawa sensei.
Sua
engenhosidade e conservação da tradição impressionou várias autoridades do
Koryu Bugei.